Cloe Aguilar 26/02| Valência, ES Meu coração parecia querer atravessar o peito enquanto descia as escadas. Estava prestes a enfrentar o momento que vinha adiando: contar aos meus pais e à minha irmã a decisão que já tinha tomado. E, se eu conheço meu pai, não vai ser bonito. Encontrei-os na cozinha, todos à mesa, tomando café. A cena era tão comum que me deu até vontade de fingir que nada estava prestes a explodir. — Bom dia, família — disse, me sentando ao lado de Lia. — Que horas você chegou ontem? Nem vi você entrando — perguntou minha mãe, servindo-me café. — Nem sei dizer, mãe. Levei Marina pra casa, ajudei ela a se arrumar e depois vim. — Peguei um pedaço do pão caseiro que meu pai havia feito. — E ela está bem? — meu pai perguntou — Acho que sim. Vou vê-la mais tarde. Apesa

