cap 05 chegando no morro

1387 Palavras
Pov: Lili . . . Estava na rodoviária esperando o ônibus que me levaria pra minha nova realidade em menos de 24 horas minha vida deu um giro de 360 graus, não sei o que vai ser de mim agora meus pensamentos são interrompidos ao ouvi a voz no alto falante avisando da chegada do ônibus.... segui pra plataforma e deia passagem e meu documento pro rapaz que estava na porta ele verificou e indicoua cadeira que eu ia sentar, a mala já tinha sido guardada.... Tinha pouca gente no ônibus dei graças a Deus não ter ninguém do meu lado poderia chorar em paz e foi a única coisa que fiz durante toda a viajem. Depois de 3 horas sentada o ônibus parou, eu estava no Rio de jarneiro já era noite não quis ir logo pra casa que a mamãe mandou então assim que peguei minha mala fui atrás de um táxi, me sentei em um banco do lado de fora da rodoviária e fiquei observando o movimento minha cabeça doía muito e os meus olhos estavam ardendo pelas lágrimas, caminhei até um táxi que havia parado na frente. Lili - moço - chamei, ele virou e analisou meu rosto deve ta bem visível que eu tinha chorado. Taxista - em que posso ajudar? - ele me perguntou. Lili - o senhor poderia me levara um hotel ? Taxista - claro que sim? Vou guarda sua mala - eu entrei na parte de trás do carroe logo ele entrou e ligou0 carro. eu encostei a cabeça na janela e fiquei olhando a cidade. Taxista- Em que hotel vai ficar? Lili - desculpa sehor não entendi?! Taxista - Percebi - ele sorriu pra mim e eu forcei um sorriso sem mostrar os dentes - eu perguntei em que hotel vai ficar? Lili - eu não sei, o senhor pode me levar a qualquer um! - ele balançou a cabeça confirmado. Depois de uns minutos ele para o carro emn frente a um hotel, desci paguei a corrida peguei minha mala e entrei, a recepção era linda pedi um quarto ao rapaz que estava no balcão de atendimento assinei a entrada, paguei o valor que ele me disse e peguei a chave do quarto. Subi pro andar do quarto não prestei atenção em nenhum detalhe deixei a mala no canto qualquer e entrei no banheiro passei quase uma hora em baixo do chuveiro me permitindo chorar de novo, queria que a água que caia no meu corpo levasse toda dor e tristeza que eu sentia. Sai do banheiro enrolada na toalha e fui procurar alguma roupa pra me vestir, peguei um vestidinho solto vesti e me deitei na cama me virei a noite toda sem conseguir dormir toda vez que fechava os olhos a imagem da minha mãe e da minha irmã apareciam na minha memória com muito esforço ou vencida pelo cansaço mesmo meus olhos se fecharam. . . Acordei ofegante tinha sonhado com a mamãe e a tatá mortas o r**m é que esse pesadelo não acaba ele é real, chorei e chorei agarrada ao travesseiro quando deu 10 horas da manhã fui tomar um banho pra ir até o endereço que mamãe mandou. Coloquei uma calça jeans rasgada e m tênis branco, vesti ma blusa de manga longa preta, fiz um coque frouxo no cabelo passei perfume e desci com a mala, falei com o rapaz da recepção que estava deixando o hotel, assinei a saída e fui espera um taxi por sorte tinha um bem na frente. Passei o endereço para o taxista e ele me olhou e disse. Taxista - olha eu não posso parar em frente ao morro mais te deixo o mais próximo possÍvel. Lili - okay moço - demorou um pouco pra chegar. Ele parou o carro e desceu pra tirar minha mala. - moço como que eu chego lá agora? Taxista - só seguir em frente vai ter uns caras armados bem na entrada - fiquei com medo quando ele falou isso mais respirei fundo se mamãe me mandou pra cáé porque não vai acontecer nada de m*l comigo Lili - obrigada senhor, quando te devo? Taxista - por nada menina, vou deixar por cinquenta - concordei e dei o dinheiro pra ele. Sai puxando minha mala ate onde ele disse e realmente tinha uns caras armados, respirei fundo e fui passando quando um deles parou na minha frente Engoli em seco. XXXX - Iae gordinha vai a onde? - me tremi toda ele tinha o cabelo amarelo ov0, era magro e um pouco mais alto que eu, ele tava com cheiro r**m de bebida e cigarro e tinha um arma na cintura. Lili - Eeeu - forcei a voz pra não sair muito trêmula e continuei- eu vou pra casa da dona Neide! - falei Xxxx -pera aí que eu vou manda o papo pro chefe! - ele falou no raidinho com alguém e mandou eu esperar que ele ia mandar alguém chamar ela. Ele olhou pra minha mala e falou - ei tiu, tu vai morar na quebrada é? - apenas fiz que sim com a cabeça. Olhei pra cima e vi uma mulher bem parecida com a mamãe só que tinha o cabelo castanho bem escuro. Neide - valeu pequeno pode ir - o menino fez um sinal com a cabeça e saiu. ela olhou pra mim esperando que eu falasse algo. Lii - oie Dona Neide meu nome é Liliane sou fiha da Carla - ela arregalou os olhos e me abraçou apertado. Neide - vamos, em casa você me conta porque esta aqui - segui ela morro a cima minha mala tava um pouco pesada mais deu pra levar, paramos em frente a uma casa verde ela abriu o portão e me deu passagem. A casa era simples mais bem arrumada sentei no sofá e ela foi pra outro comodo que devia ser a cozinha, me deu um Copo com água e sentou do meu lado Lili - obrigada - falei assim que acabei de beber toda a água nem sei quando foi a última vez que comi ou bebi algo. Neide - e então? - entreguei o papel que mamãe escreveu a ela e pode ver as lágrimas descendo no seu rosto. Neide - Meu Deus! - ela chorava muito e eu não consegui me segurar e chorei jnto ela me abraçou e ficamos ali por um bom tempo, seu abraço me dava uma sensação de segurança e conforto como se eu estivesse nos braços da minha mãe, contei tudo o que aconteceu pra ela. Neide - Como esse canalha ainda disse que a amava espero que apodreça atrás das grades. Lili - também espero... porque ela nunca falou que tinha uma irmã? Neide - não sei, talvez medo que você quisesse vir pra cá. Lili - eu não entendo! Essas coisas não fazem sentido pra mim. - desabafei. Neide - Eu sei meu bem, deixa as coisas se acalmarem e eu tenho certeza que as respostas para todas as suas perguntas vão aparecer, agora você precisa comer e descansar. Lili - espero que sim, e eu não quero comer to sem fome a única coisa que eu queria era dormir e não pensar em mais nada. Neide - Qual foi a última refeição que tu fez menina? - parei pra pensar. Lili - eu comi uma maçã - falei Neide - Quando Liliane? Lili - ontem pela manhã - ela me olhou meio brava mais ao mesmo tempo triste e saiu. Fiquei um tempo sozinha pensando na minha vida e logo a minha tia voltou pra sala com uma bandeja. Neide - Come e depois eu mostro o quarto. Não falei nada apenas fiz o que ela mandou, só me dei conta que estava faminta quando coloquei a primeira garfada na boca, Termineie ela levou a bandeja e me mostrou o quarto era normal só tỉnha uma cama e um guarda roupas. Neide - Vou deixar você descansando e vou dá uma saída, o banheiro é na porta do lado, há tu tem uma prima ela só chega a noite, vocês vấão se dar bem. - ela deu beijo na minha testa e saiu. Fechei a porta e deitei queria dormir, até essa dor do meu peito passar. . . .
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