Pov: Lili . . .
Estava na rodoviária esperando o ônibus que me levaria
pra minha nova realidade em menos de 24 horas minha
vida deu um giro de 360 graus, não sei o que vai ser de
mim agora meus pensamentos são interrompidos ao ouvi
a voz no alto falante avisando da chegada do ônibus....
segui pra plataforma e deia passagem e meu documento
pro rapaz que estava na porta ele verificou e indicoua
cadeira que eu ia sentar, a mala já tinha sido guardada....
Tinha pouca gente no ônibus dei graças a Deus não ter
ninguém do meu lado poderia chorar em paz e foi a única
coisa que fiz durante toda a viajem.
Depois de 3 horas sentada o ônibus parou, eu estava no
Rio de jarneiro já era noite não quis ir logo pra casa que a
mamãe mandou então assim que peguei minha mala fui
atrás de um táxi, me sentei em um banco do lado de fora
da rodoviária e fiquei observando o movimento minha
cabeça doía muito e os meus olhos estavam ardendo
pelas lágrimas, caminhei até um táxi que havia parado na
frente.
Lili - moço - chamei, ele virou e analisou meu rosto deve
ta bem visível que eu tinha chorado.
Taxista - em que posso ajudar? - ele me perguntou.
Lili - o senhor poderia me levara um hotel ?
Taxista - claro que sim? Vou guarda sua mala - eu entrei
na parte de trás do carroe logo ele entrou e ligou0
carro. eu encostei a cabeça na janela e fiquei olhando a
cidade.
Taxista- Em que hotel vai ficar?
Lili - desculpa sehor não entendi?!
Taxista - Percebi - ele sorriu pra mim e eu forcei um
sorriso sem mostrar os dentes - eu perguntei em que
hotel vai ficar?
Lili - eu não sei, o senhor pode me levar a qualquer um! -
ele balançou a cabeça confirmado.
Depois de uns minutos ele para o carro emn frente a um
hotel, desci paguei a corrida peguei minha mala e entrei,
a recepção era linda pedi um quarto ao rapaz que estava
no balcão de atendimento assinei a entrada, paguei o
valor que ele me disse e peguei a chave do quarto. Subi
pro andar do quarto não prestei atenção em nenhum
detalhe deixei a mala no canto qualquer e entrei no
banheiro passei quase uma hora em baixo do chuveiro
me permitindo chorar de novo, queria que a água que
caia no meu corpo levasse toda dor e tristeza que eu
sentia.
Sai do banheiro enrolada na toalha e fui procurar alguma
roupa pra me vestir, peguei um vestidinho solto vesti e
me deitei na cama me virei a noite toda sem conseguir
dormir toda vez que fechava os olhos a imagem da minha
mãe e da minha irmã apareciam na minha memória com
muito esforço ou vencida pelo cansaço mesmo meus olhos
se fecharam. . .
Acordei ofegante tinha sonhado com a mamãe e a tatá
mortas o r**m é que esse pesadelo não acaba ele é real,
chorei e chorei agarrada ao travesseiro quando deu
10 horas da manhã fui tomar um banho pra ir até o
endereço que mamãe mandou.
Coloquei uma calça jeans rasgada e m tênis branco, vesti
ma blusa de manga longa preta, fiz um coque frouxo
no cabelo passei perfume e desci com a mala, falei com
o rapaz da recepção que estava deixando o hotel, assinei
a saída e fui espera um taxi por sorte tinha um bem na
frente. Passei o endereço para o taxista e ele me olhou e
disse.
Taxista - olha eu não posso parar em frente ao morro
mais te deixo o mais próximo possÍvel.
Lili - okay moço - demorou um pouco pra chegar. Ele
parou o carro e desceu pra tirar minha mala. - moço
como que eu chego lá agora?
Taxista - só seguir em frente vai ter uns caras armados
bem na entrada - fiquei com medo quando ele falou
isso mais respirei fundo se mamãe me mandou pra cáé
porque não vai acontecer nada de m*l comigo
Lili - obrigada senhor, quando te devo?
Taxista - por nada menina, vou deixar por cinquenta -
concordei e dei o dinheiro pra ele.
Sai puxando minha mala ate onde ele disse e realmente
tinha uns caras armados, respirei fundo e fui passando
quando um deles parou na minha frente Engoli em seco.
XXXX - Iae gordinha vai a onde? - me tremi toda ele tinha
o cabelo amarelo ov0, era magro e um pouco mais alto
que eu, ele tava com cheiro r**m de bebida e cigarro e
tinha um arma na cintura.
Lili - Eeeu - forcei a voz pra não sair muito trêmula e
continuei- eu vou pra casa da dona Neide! - falei
Xxxx -pera aí que eu vou manda o papo pro chefe! - ele
falou no raidinho com alguém e mandou eu esperar que
ele ia mandar alguém chamar ela. Ele olhou pra minha
mala e falou - ei tiu, tu vai morar na quebrada é? -
apenas fiz que sim com a cabeça.
Olhei pra cima e vi uma mulher bem parecida com a
mamãe só que tinha o cabelo castanho bem escuro.
Neide - valeu pequeno pode ir - o menino fez um sinal
com a cabeça e saiu. ela olhou pra mim esperando que eu
falasse algo.
Lii - oie Dona Neide meu nome é Liliane sou fiha da
Carla - ela arregalou os olhos e me abraçou apertado.
Neide - vamos, em casa você me conta porque esta aqui
- segui ela morro a cima minha mala tava um pouco
pesada mais deu pra levar, paramos em frente a uma
casa verde ela abriu o portão e me deu passagem. A casa
era simples mais bem arrumada sentei no sofá e ela foi
pra outro comodo que devia ser a cozinha, me deu um
Copo com água e sentou do meu lado
Lili - obrigada - falei assim que acabei de beber toda a
água nem sei quando foi a última vez que comi ou bebi
algo.
Neide - e então? - entreguei o papel que mamãe escreveu
a ela e pode ver as lágrimas descendo no seu rosto.
Neide - Meu Deus! - ela chorava muito e eu não consegui
me segurar e chorei jnto ela me abraçou e ficamos ali
por um bom tempo, seu abraço me dava uma sensação de
segurança e conforto como se eu estivesse nos braços da
minha mãe, contei tudo o que aconteceu pra ela.
Neide - Como esse canalha ainda disse que a amava
espero que apodreça atrás das grades.
Lili - também espero... porque ela nunca falou que tinha
uma irmã?
Neide - não sei, talvez medo que você quisesse vir pra cá.
Lili - eu não entendo! Essas coisas não fazem sentido pra
mim. - desabafei.
Neide - Eu sei meu bem, deixa as coisas se acalmarem
e eu tenho certeza que as respostas para todas as suas
perguntas vão aparecer, agora você precisa comer e
descansar.
Lili - espero que sim, e eu não quero comer to sem fome
a única coisa que eu queria era dormir e não pensar em
mais nada.
Neide - Qual foi a última refeição que tu fez menina? -
parei pra pensar.
Lili - eu comi uma maçã - falei
Neide - Quando Liliane?
Lili - ontem pela manhã - ela me olhou meio brava mais
ao mesmo tempo triste e saiu.
Fiquei um tempo sozinha pensando na minha vida e logo
a minha tia voltou pra sala com uma bandeja.
Neide - Come e depois eu mostro o quarto.
Não falei nada apenas fiz o que ela mandou, só me dei
conta que estava faminta quando coloquei a primeira
garfada na boca, Termineie ela levou a bandeja e me
mostrou o quarto era normal só tỉnha uma cama e um
guarda roupas.
Neide - Vou deixar você descansando e vou dá uma saída,
o banheiro é na porta do lado, há tu tem uma prima ela
só chega a noite, vocês vấão se dar bem. - ela deu beijo na
minha testa e saiu.
Fechei a porta e deitei queria dormir, até essa dor do meu
peito passar. . . .