Pov . Vinícius. . .
Todo ano perto do aniversário de morte d0 meu pai eu
fico assim, irritado mais do que o normal, odeio esses
PM p*u no cu, meu pai era tudo pra mim, minha única
família, meu herói, meu tudo. Sempre cuidou de mim
mesmo eu sendo o culpado da morte da minha mãe, era
pra eu ter morrido no parto junto com ela assim meu pai
ainda tava vivo. . .
Flash back - on. . .
Era um dia como qualquer outro eu estava na boca com o
meu pai ajudando na contabilidade, ele dizia que eu era
bom com as contas e sempre me chamava pra ajudar. Ele
não queria que eu me envolvesse muito falava que ainda
não era hora.
VS - pai quando eu assumir o morro quero ser igual o
senhor! Amado e respeitado pelo povo daqui!
M.A (marcos Antônio ) - Não filho, você vai ser melhor -
ele sorriu e bagunçou meus cabelos.
Ficamos ali por um temp0 quando o PH entrou , PH era mais
novo que eu mais já trabalhava como vapor pro meu
pai. Ele entrou com tudo no escritório da boca. tava
assustado e ofegante parecia que tinha corrido unma
maratona.
M.A - abri o bico PH- meu pai já tinha pegado a pistola
que tava em Cima da mesa
PH - Os PM tão querendo subi chefe.
M.A- por que não me avisaram logo p***a - meu pai tava
nervosO pra c*****o.
PH- a gente tentou pra p***a mais o teu rádio só dava
desligado.
M.A- manda o papo pros vapor, soltar os fogos e mete
bala nesses p*u no củ, ninguém entra no meu morro
porra, vai se manda muleke -o cara saiu voado
M.A - Dessa vez não vai da pra colocar tu no cofre então
quando eu sair fecha a porta e se afasta.
VS- deixa eu ir pai, eu posso ajudar?!
M.A- Eu não quero te perder assim p***a, então tu vai
fazer o que eu mandei ta ouvid0?
VS - tá pai. - falei de cara fechada.
M.A - Isso é pro teu bem Vinícius, Eu te amo filho! Você e
esse morro é tudo que eu tenho.
Vs - também te amo pai.
Ele me abraçou e senti como se fosse o último
M.A - vou lá. Faz o que eu disse. - assenti e ele saiu
Fechei a porta e me abaixei perto da mesa, eu queria
muito ir, queria lutar com o meu pai pelo nosso morro.
Vs - sabe de uma coisa eu vou - falei pra mim mesmo,
peguei a pistola que tava na gaveta e sair do boca.
Sair pelos becos e vielas atento a qualquer verme que
aparecesse logo vi meu pai e ele também me viue correu
pra mim ele parecia solta fogo pelos olhos.
M.A- Eu mandei tu ficar lá p***a - ele gritou mais não
abaixei a cabeça eu queria ajudar e ele não poderia me
negar isso.
Vs - chega disso pai, eu fico parecendo um viado
escondido enquanto o senhor ta aqui lutando pelo morro.
M.A -tudo bem, mas fica por perto e coloca isso. - falou
me entregando o colete dele não falei nada coloquei o
colete e o segui.
Eu tava muito feliz por ta do lado do meu pai lutando.
já tínhamos derrubado alguns vermes e eu tava me
sentindo bem foi uma mistura de adrenalina e medo que
era incrível.
M.A- presta atenção muleke - logo ouvi meu pai atirando,
tinha dois vermes do lado que eu tava, conseguimos
derrubar um e o outro ficou escondido atrás de um muro.
Foi tudo muito rápido o infeliz do verme tava com a mira
em mim , e meu pai não sabia o que fazer pela primeira vez
vi medo em seus olhos.
Verme - abaixa a p***a das armas e coloca as mãos na
parede.
Coloquei a arma no chão e levantei as mão em sinal de
rendiçã0, mais aquele verme imundo disparou contra
mim, só senti um impacto forte no meu corpo. Quando
conseguir raciocinar foi que percebi que o meu pai tinha
entrado na frente.
Vs - PAIII - 0 tiro tinha entrado na barriga dele, fiquei
apavorado não podia perder o meu pai ele era tudo que
eu tinha. - Pai fica comigo.
Ele se contorcia de dor, meu mundo estava
desmoronando naquele momento, alguns dos vapores já
estavam lá o desgraçado tinha sido desarmado pelo PH.
M.A - Cheee. Chegou a sua ho hora filho. - ele falava
fraco - seja melhor do que eu, seja forte não deixe que o
ódio e a culpa te impeçam de ser feliz.
VS - Pai eu vou te levar pro postinho, tu num vai morrer
- não podia deixar isso acontecer - a culpa foi minha, me
perdoa pai por favor - não conseguia segurao choro,
tava parecendo um viado chorando, que se f**a era o
meu pai que tava ali morrendo nos meus braços.
M.A - você não tem culpa de p***a nenhuma, para de si
culpar por tudo, as coisas aconteceram do jeito que eram
pra acontecer.
Vs - não morre pai, não me deixa só - suplicava
Ele apertou a minha mão e deu um sorriso meio forçado
M.A -Tu num vai fica só não - assenti- Eu te amo meu
muleke.
Vs - Eu também te amo pai.
Ele riu fraco e fechou os olhos, nunca mais eu ia vêo seu
riso ou sua cara de raiva quando as coisas davam errado,
eu fiquei abraçado a ele pedido em meus pensamentos,
me afastei e levantei devagar passei as mãos com força
no rosto e a tristeza deu lugar ao ódio, minhas mão se
fecharam e eu fui com tudo pra cima do filho da p**a,
a cada sOco que eu dava mais ódio eu sentia, depois de
cansar meus punhos peguei a arma que tava na cintura
de um vapor coloquei na boca dele.
Vs - vá pro inferno seu filho da p**a - gritei e apertei o
gatilho. . .
Flash back - off . . .
Depois de lembrar de como meu pai morreu e de como eu
me tornei o que sou hoje, peguei uma garrafa de whisky
e bebi tudo queria esquece a p***a da vida que eu tenho,
queria esquecer a culpa pela morte dos meus pais.
Acabei de beber tudo e me mandei pra casa! Dona Maria
já tinha ido ela só fica até as 3 da tarde e já era noite, fui
direto pra cozinha. Fiz um misto e peguei uma coca na
geladeira, depois de comer me deitei no sofá e adormeci
lá mesmo. . . .