Acordei antes dela. O sol começava a entrar pelas frestas da cortina e se espalhava pelo quarto com aquela luz dourada, morna, que deixava tudo mais bonito. Inclusive ela. Ayla dormia de bruços, com o cabelo bagunçado cobrindo metade do rosto e a respiração tão leve que parecia em paz com o mundo. Aquela imagem me pegou de jeito. Por um segundo, fiquei só ali, deitado de lado, observando cada detalhe dela — como a pele parecia ainda mais macia sob a luz do amanhecer, o modo como os lábios entreabertos davam um toque quase angelical a todo aquele corpo de mulher. Eu me perguntava como cheguei ali. Tanta coisa errada no meu passado, tanta escuridão, tanta gente caída no caminho... E ainda assim, de algum jeito, eu tava naquele quarto claro, com o peito leve, com a sensação de que tinha al
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