A noite ainda cobria a cidade com aquele véu espesso e silencioso, e o relógio na parede marcava 3h47 da manhã. Eu tava acordado, com o corpo relaxado, mas a mente totalmente acesa. Ayla dormia com o rosto colado no meu peito, as pernas enroscadas nas minhas, como se tivesse medo de que eu sumisse dali. E mesmo depois de tudo que já vivi, de todos os caminhos errados que segui, naquele instante, com ela assim colada em mim, tudo parecia fazer sentido. Meu braço estava dormente de tanto tempo parado debaixo dela, mas não ousei mexer. Era uma dor que eu aguentaria por horas, só pra continuar com ela daquele jeito. O ar-condicionado soprava um ventinho gelado no quarto, e ela, mesmo dormindo, puxou o lençol até os ombros, se aconchegando mais no meu corpo. Sorri sozinho. Ela era cheia dessa

