Vieram como fantasmas na madrugada. Os rádios começaram a pipocar quando o relógio ainda marcava 3:17. Rick foi o primeiro a me acordar, batendo na porta da minha casa, com a camisa grudada de suor e os olhos em chamas. — Dante, é agora. Tamo sendo invadido. Eu levantei com o coração martelando no peito, mas a cabeça fria. Vesti a calça jeans escura, joguei a camiseta preta por cima e a jaqueta tática — aquela mesma que só uso quando a coisa fica séria. Puxei minha Glock da gaveta, enfiei no coldre. E antes de sair, joguei um último olhar pro meu celular na cômoda. A última mensagem da Ayla ainda brilhava ali, de horas atrás: “Durma bem, Dante 💛” O contraste do amor com o inferno iminente me fez apertar o punho. Não ia deixar a favela cair. Nunca. Subi com Rick pelas ruelas apertadas,

