O hospital, os flashes, as ameaças de Patrícia… tudo parecia distante naquele fim de tarde. Julie havia conseguido escapar por algumas horas do peso da guerra. O coração ainda estava inquieto, mas ao atravessar o jardim interno da cobertura, sentiu o vento leve bagunçar seus cabelos, quase como um sussurro: você não está sozinha. As flores recém-plantadas balançavam, pequenas e frágeis, mas fortes o suficiente para se manterem firmes na terra. Julie as observou com atenção e pensou que, de algum modo, era exatamente assim que se sentia , uma borboleta que aprendeu a voar, mas que ainda precisava de raízes para não se perder. E foi nesse instante que a porta se abriu, revelando Helena. As duas se olharam e sorriram como quem se reconhece na alma. Não havia necessidade de palavras grandio

