DIAS DEPOIS. A noite no morro nunca era realmente silenciosa. O som distante das motocicletas cortava o vento, misturado com risadas abafadas e passos apressados nas vielas. Mas dentro da casa de Grego, tudo estava quieto, como se o silêncio ali fosse pesado, quase um reflexo das decisões que haviam sido feitas. Marisol ajeitou os lençóis sobre Karen, e por um momento ficou parada, observando a menina dormir. O rosto sereno de Karen parecia um contraste direto com o mundo caótico lá fora. Marisol sentiu um aperto no peito, a saudade de uma vida simples, longe de tudo isso. Ela saiu do quarto em silêncio, fechando a porta com cuidado, mas ao dar dois passos no corredor, ouviu a porta da frente se abrir. Grego entrou, a figura robusta e sua expressão sombria marcando sua chegada. Ele não a

