capítulo 24

755 Palavras

GREGO A brisa da noite estava fresca, mas Grego sentia o corpo quente, como se algo fervesse dentro dele. Estava puto. Não com Marisol. Nem com Karen. Mas consigo mesmo. Ele acendeu um cigarro e apoiou os cotovelos no parapeito da varanda, olhando para o morro iluminado por postes fracos e faróis distantes. O silêncio entrecortado por motos e passos apressados. Aquele era o mundo dele. Sempre foi. E agora ele tava ali, permitindo que uma mulher que nem fazia parte disso dormisse dentro da casa dele. Fraquejando. Grego soltou a fumaça devagar, tentando se convencer de que era só pela Karen. Só porque a menina se apegou à Marisol. Só porque queria ver a filha dormir tranquila. Mas lá no fundo, ele sabia que não era só isso. Ele estava se permitindo baixar a guarda. Se permitindo confi

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