ÍNDIA NARRANDO Olho pra ela ali, parada na minha frente, sem um pingo de medo. No puro deboche. Tento avançar, mas ela nem pisca. — O Alfa tá com uma mira laser apontada bem no meio da testa dele — ela fala, apontando com o queixo. — Qualquer gracinha contigo, quem paga o pato é ele. O sangue subiu pra cabeça. Aquela vagabunda tava me tirando do sério. Num estalo, grudei no pescoço dela e a prensei contra a parede, sentindo o ódio pulsar. Foi aí que eu reparei: a mesma tatuagem de cobra no pescoço. — Tá fechada com quem, sua desgraçada? — rosnei. Ela deu aquele sorrisinho de lado que dá vontade de moer a cara no asfalto. — Infelizmente, pra alguém que não te quer morta... ainda. Mas eu? Eu vou ter o maior prazer de te apagar. O olhar dela era firme, não tremia. Nisso, sinto u

