Pré-visualização gratuita Búfalo 01
PRÓLOGO
- O Alfa a nova subchefe tá subindo - Pirata fala sério, tá geral de luto nesse cäralhø pra vir já um problema desse.
- mete bala nessa desgraçä, não quero filho da püta nenhum sentado nessa mesa - falo bolado apontando pra cadeira do Felipinho meu braço direito, que foi encontrado que nem peneira dentro do quarto ontem.
- tu sabe que não pode ir contra seu pai, se tu for vai dá r**m e vai desenrolar tu nas ideias, a dona foi treinada desde criança pra tá aqui
- que se føda essa mulher, eu quero ela morta nesse cäralhø - nesse momento a porta se abre, e a morena de cabelo liso longo passa, gostosa pra caralhø, corpão de violão, s***s fartos braço fechado na tatuagem, é pra füder com a mente de vagabündo mesmo.
- tá querendo matär quem mesmo? - pergunta no deboche
- chamei p**a nesse cäralhø não mete o pé. - ela olha pra trás e vai até a porta abrindo e cai a Maria Fernanda e a Luana.
- escutaram o que ele falou, não quer p**a nesse cäralhø, dou 3 segundos pra meterem o pé daqui, ou então vai ter churrasco de galinha.
- tu pensa que é quem pra mandar nessa pørra? - pergunto indo boladão pra cima da mandada
- sou subchefe desse caralhø, vai fazer o que pra me impedir? me matar? tenta a sorte.
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Capítulo 01
BÚFALO PAI DA AYMÊ NARRANDO
Encaro toda essa situação do morro, tem muita gente morta, muitos pais chorando com os filhos nos braços, eu sei que escolhi essa vida, mas nem que seja fugido eu não vou ficar aqui, não quero que minha mulher e minha filha me veja assim depois de uma invasão, e muito menos quero ver as duas mortas.
Hoje teve invasão do complexo do alemão, os cara destruiu tudo, o VP dono do morro tá morto, tudo por culpa dele mesmo que foi envolver com a mulher do chefão do morro inimigo da nisso, por culpa dele levou geral de arrasta, hoje mãe, filho, marido e esposa chora a perda de alguém que ama.
- ae búfalo chefe tá chamando geral na boca - Dieguinho fala subindo, e eu apenas concordo, com certeza vai falar das perdas de hoje.
Cobra é o chefe do comando e sempre está por aqui, minha filha já comentou sobre o filho dele, e na moral não gosto da aproximação deles não, quero minha filha criada longe de bandido, sou um bandido e conheço bem a laia da maioria deles.
Subo para boca com uma decisão tomada, não quero mais isso pra mim, acabou, não quero que toda invasão eu fique como fiquei hoje.
entro na boca assim que ele libera pra geral entrar.
- a partir de hoje vou tomar conta do morro, até meu menino dar conta de comandar essa p***a, e quem perdeu família aqui nessa guerra hoje, vai ser bem remunerado, o bagulho é louco, mas nós é vida Loka também, temos que tá preparados pra essas situações - ele fala e dá o aval - podem sair o comando do morro agora é meu - ele fala sério e geral sai sem falar nada, fica apenas eu e ele ali, e ele me encara sério e eu já meto o papo reto nele.
- tenho mó respeito por tudo aqui na favela, mas pra mim já deu, tenho uma menina de 6 anos pra criar e uma mulher que dependem de mim, vi vários dos meus morrer, eu não quero isso pra mim, por isso estou pedindo permissão pra sair do crime - falo colocando a arma em cima da mesa e ela sorri, e me olha sério
- Tu pode ir, sem nenhum problema - Cobra me fala - mas tu só sai vivo se prometer que tua filha vai servir ao comando. - ele diz sério tirando o meu chão ali mesmo, não tô saindo pra ter moeda de troca isso não funciona
- pô cobra em nome de tudo que já fiz por esse morro, deixa a minha filha fora disso, a menina só tem 6 anos - falo e ele n**a
- o crime não é bagunça búfalo e tu sabe disso, quando tu foi batizado sabe muito bem as palavras que usamos, "não existe volta só existe a morte", e eu ainda tô sendo bom pra tu, te dando um direito de escolha ou é pegar ou morre tu e sua família toda, pra largar o crime tem um preço e esse é o meu. - ele diz sério - quero ela com os 20 anos aqui do lado do Miguel - ele diz sério, respiro fundo tentando achar uma outra solução e nada passa na minha cabeça.
- não posso vir no lugar dela? - ele sorri negando
- eu quero ela, você eu já tenho - suas palavras ecoam na minha cabeça, se eu falar não, todos vamos morrer e eu vim aqui justamente pra não acontecer nada disso
- não tenho nenhuma outra alternativa?
- tem sim, a morte - ele cerra o seu olhar sobre mim e eu apenas confirmo
- com 20 anos voltamos com ela, para servir o comando
- o treinamento dela começa a partir de hoje, é pra levar ela pra CV onde todos ganham o treinamento com as provas de resistência
- ela ainda é muito nova pra começar isso cobra
- você ainda não entendeu que eu quero uma pessoa forte? e pra ela ser forte deve começar agora, a partir de agora sua filha pertence ao comando, ela vai estudar normalmente não quero uma mulher burra pra comandar o morro, vou deixar ela uma semana no treinamento na cv e a outra ela descansa com vocês, vai ser assim até ela interar a idade pra poder assumir o posto dela. - apenas confirmo
- como tu quiser - falo e saio bolado dali.
Desço pra casa m*l, porque estou saindo disso, mas o futuro da minha pequena Aymê está nas mãos do comando agora.
- onde você estava? já fui te procurar até nos corpos que estão mortos na pracinha - Larissa fala chorando e me abraça - vamos embora daqui, isso não é vida, tem muita gente morta.
- a gente vai embora - falo sério com ela - hoje mesmo a gente deixa o morro - ela me olha sem acreditar.
- ele deixou? - confirmo, mas ela percebe que estou sério
- qual a condição?
- nossa filha - ela n**a
- vai começar o treinamento, com 20 anos ela volta pra assumir seu posto no morro
- tá de caô comigo né? que caralhø você fez?
- eu não tive escolha Larissa, ou era isso ou todos nós morreria se eu negasse - falo e ela senta no sofá chorando
- o que vai ser da nossa menina? - ela pergunta aos prantos
- ninguém vai fazer m*l a ela eu te garanto - ela respira fundo e concorda
- falta muito tempo ainda, pode ser que eles nem se lembre - sorrio fraco, mas não falo nada, o comando nunca se esqueça das promessas que faz se formos contra entregar a menina, vamos morrer.
Arrumamos todas as nossas coisas e fomos morar no interior do rio, onde ninguém nos conhece e muito menos desconfiam quem somos.
( . . . . . )
Os anos voaram. Aquela rotina de ver minha filha em casa todo dia virou: uma semana Aymê dava um tempo com a gente, e na outra ela estudava e treinava na base. Voltava sempre toda machucada, e a cada dia eu via o olhar dela esfriando. Com 10 anos, eu vi minha filha perder todo o brilho que ela tinha, ao invés de brincar de boneca, estava treinando com armas, ela teve uma infância roubada por mim. As minhas escolhas tiraram o direito da minha filha de ser criança.
continua.....
Olá querido (a) leitor, é um prazer ter você aqui em mais um livro, carregado de emoções. Lembrando que tudo que você ler nesse livro é apenas fruto da minha imaginação, nada é real.
Lançamento do livro no mês 12, já coloca na biblioteca e vem navegar nessa história comigo.
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