cobra 6

1011 Palavras
COBRA NARRANDO Sei que tanto a india quanto o alfa, odiaram a ideia de morar juntos, mas não vou voltar atrás na minha decisão, o alfa ta pensando que manda por ser dono do morro, e eu vou mostrar pra ele que se eu quiser tiro ele da liderança. - fez o serviço? - pergunto pra uma das minhas meninas de confiança que confirma. - sim senhor matei o felipinho, o caminho está livre para india - confirmo - pode sair, daqui pra frente eu cuido do alfa e você fica de olho na Índia, vai pro morro com ela _ ela confirma - sim senhor, estarei sempre te passando as informações, mas ela vai mesmo amanha? ela acabou de perder os pais chefe - ela pergunta preocupada e eu a encaro - eu ensinei ela que não se deve deixar levar pelas emoções, ela vai, e não quero ver ela chorando e nem se lamentando pela morte deles, quero ela forte de fraco já basta os que estão la - ela confirma e não questiona - vou cuidar disso, agora preciso ir, amanhã de manhã estaremos no morro - confirmo e ela sai da sala me deixando sozinho com os meus pensamentos. Todos me conhecem como cobra, aqui eu sou o chefe do comando o mais poderoso e se alguém tentar me desafiar não tem outro caminho a não ser a morte, quem manda e desmanda nessa p***a sou eu. Adotei o alfa com 9 anos, mas ele já estava nas favelas desde menor, os pais dele trabalhou muitos anos pra mim, pareciam leias, até tentarem me passar de otario na minha própria favela. Mas esse assunto ta morto e enterrado, prefiro não mencionar eles agora, o que me intriga é que esse assunto não parece estar enterrado para o alfa que sempre insiste nessa história querendo vingar a morte dos pais, por essa questão vou manter ele bem entretido com a índia dentro da sua casa. Quando o búfalo entregou o crime, não poderia deixar ele ir sem punição, o crime não é bagunça, e ele sabe muito bem disso. Passou os anos e agora a filha dele vai tomar conta do morro junto ao meu filho, sei que ela fará com que ele esqueça a história dos pais e foque apenas no morro, ele tem que esquecer o que aconteceu com os pais dele, e parar de querer revirar o passado. Fui apenas ver como ela reagiu a morte dos pais, e por mais que ela pareça durona eu sei que está sofrendo, a índia não me engana, pode tentar me enganar, mas seus olhos não mentem. Já coloquei ela para morar dentro da casa do alfa exatamente por isso, os dois se odeia, vão tentar derrubar um ao outro no início, vou ganhar um tempo antes que os dois monte algo pra fazer vingança, quando eles descobrir que nem um nem o outro tem haver com essas mortes, eu conheço o alfa como conheço a india, os dois vão querer vingar essas morte, disso eu tenho certeza. - chefe, felipinho acaba de ser enterrado - mical fala e eu concordo - a índia ainda vai amanhã? - concordo - ele morrer só me ajudou mical, quero a india lá no máximo as 7:00 da manhã- falo e ele me olha serio - a menina nem sofreu o luto dos pais cobra, s*******m colocar ela lá agora - olho serio pra ele e acabo sorrindo com tamanho absurdo. - aqui não tem tempo pra chorar mical, ela é forte, e vai conseguir seguir adiante, quero ela lá cedo sem atrasos - falo serio e ele apenas afirma com a cabeça - escutei a conversa do alfa, e ele não ta muito satisfeito com a morte do Felipinho, a principal suspeita é a índia - sorrio com a notícia - isso é ótimo, quero o foco dele somente nela, voce faça bem o seu trabalho, será bem recompensado, agora saia e fica de olho nos passos dele e sobre o homem que ele contratou pra descobrir quem matou os pais dele, resolva isso o quanto antes - falo e ele confirma saindo dali, me levanto e saio pego um dos carros preciso ir no morro ver o meu filho. { . . . . } Assim que chego vejo a bandeira de luto levantada, os comércios todos fechados e a favela parada, alfa é diferente da india, enquanto ele demonstra o que sente demais ela finge não se importar, ela esconde sentimentos, ele já tem a fraqueza mostrar os seus. - meu filho está aí? - pergunto o vapor que faz a segurança da boca - não, acabou de sair, provavelmente foi pra casa - confirmo e saio dali, quando chego os vapores abrem o portão e eu entro vendo ele ali com uma mesa cheia de drogas - ta pensando em usar? - não- ele diz com a voz fria sem me olhar - sinto muito pela perda do seu amigo, mas voce não deve ser fraco assim - ele me olha com um olhar frio e desanimado e sorri - eu deveria soltar foguetes cobra? ta achando que eu sou de ferro p***a? - sua indignação é até compreensível, mas odeio ver ele vulnerável - a índia fará bem essa favela, já que a mesma sendo mulher é mais forte que voce - falo frio e ele se levanta - AQUELA p**a QUE NÃO SE ATREVA A POR O PÉ NESSA p***a QUE EU MATO ELA- Ele altera a sua voz ficando de pé - VOCÊ COLOCA UM DEDO NELA QUE VOCÊ VAI DIRETO PRO BURACO QUE EU TE TIREI ALFA- falo firme e ele se aproxima seu olhar ta cheio de água e ao mesmo tempo tão frio - preferia ter morrido lá, e nunca te pedi pra me tirar daquele lugar - ele fala e sobe, respiro fundo e saio dali, ele não é louco e ele sabe que precisa do poder, alfa não consegue viver longe desse morro mais. ele vai ter que ceder.
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