INDIA NARRANDO
DIAS DEPOIS
Hoje é o meu último dia de treinamento, deixei meus pais na semana passada com o coração apertado, na moral queria mesmo era pegar eles e fugir, a tristeza deles me deixa m*l, mas não tenho nem tempo pra ficar m*l.
- ae índia cola aqui - cobra me chama
- qual é?
- Amanhã quero tu no morro, tu vai ficar na casa com alfa - encaro bem ele e solto uma risada
- Tá de caô né cara? - ele n**a
- vai ficar os dois juntos, tu tem que aprender do morro, e ele vai te ensinar - solto uma risada pra ele
- pra isso eu vou ficar na boca - falo séria e ele nega
- tá decidido essa p***a tem discussão não - encaro ele furiosa, nunca morei com ninguém além dos meus pais, e mete essa de morar com aquele metido de nariz empinado.
Respiro fundo umas três vezes e volto a treinar.
.....
Treinei pesado, mas pela primeira vez me deram uma comida descente, são 3:00 da manhã, preciso voltar pra casa e organizar as malas, meus pais vão comigo, nem fudendo que volto pro morro sozinha.
- índia mandou bem em - cabuloso bem já fazendo o toque
- acabou esse inferno - falo e ele sorri concordando
- agora é enfrentar o próximo
- tem que ter estômago - ele confirma - vou nessa tô doida pra chegar em casa e ver os meus pais - falo e ele sorri faço o toque com ele e saio dali.
da CV até em casa vai umas 2 horas de viagem, aqui é uma fazenda bem afastada da cidade, a estrada também não é boa, por isso demora tanto, chego e vejo a janela aberta do quarto deles e as luzes tudo ligada, sinto um aperto no peito uma sensação estranha. Desço do carro e o snup pela primeira vez não veio encontrar comigo, pego a arma e entro dentro de casa, a cozinha e a sala está em ordem, o snup sai do quarto dos meus pais, meio que desesperado, vindo em mim e entrando dentro do quarto
- calma amigão - falo e entro deixando a arma cair na hora - MÃE PAI, NÃO - vou até eles, os dois, cheios de furos de bala, o quarto está só o sangue, as coisas tudo reviradas, abraço os dois caídos, não tem batimentos, não tem respiração, eles estão mortos.
Os meus pais estão mortos.
Olho a cena no quarto, o desespero do snup, e minha vontade de morrer ali com eles me deparo com o espelho.
"O inferno apenas começou bonequinha.
te espero na favela."
não foi o cobra, ele tava comigo, foi o alfa, só pode ter sido ele.
- eu vou matar quem fez isso, nem que isso seja a última coisa que eu faça na vida, eu vou matar - choro olhando tudo e ligo pra polícia, que vem olha toda a cena e chamam o IML
- aonde você estava na hora do crime?
- eu sempre passo uma semana em treinamento e uma semana em casa, essa semana tava treinando
- o que você treina?
- lutas, para poder me defender - ele confirma
- você chegou notou alguma movimentação? - n**o
- não tinha nada, só achei estranho as 5 da manhã a janela está aberta e a luz do quarto está acesa - ele confirma, o recado do espelho eu limpei antes deles vir
- tinha alguma carta ou algum recado?
- eu não vi nada - eles confirmam
- por que você tem uma arma?
- como eu disse pra me defender
- tem porte?
- tenho sim - falo e entrego o papel pra ele que confirma.
- Está tudo ok, vamos investigar e se descobrirmos algo vamos entrar em
contato - ele fala e eu confirmo, o IML chega e pega os dois, as polícias saem, a casa fica completamente vazia, um silêncio escurecedor, a morte deles não vai ficar em vão nem que eu morra tentando matar o culpado, mas vou vingar eles.
Limpo todo o quarto chorando, termino e olho pro snup tristinho deitado na porta do meu quarto, snup é meu cachorrinho que ganhei do meu pai esse ano no meu aniversário, ele é um Spitz alemão anão, muito dócil, vou levar ele comigo para o morro.
vejo meu celular vibrar e o nome da sandrinha aparecer, conheço ela desde que me mudei pra cá, somos amigas, mas quase não saímos devido minha correria do dia a dia.
Ligação on
- oi sandrinha - falo
- acabou de passar no jornal, como você está?
- estou bem, amanhã vou pro morro - falo e ela concorda
- a gente vai com você, não vamos te deixar sozinha - sorrio fraco
- obrigada, preciso organizar umas coisas depois a gente se vê - falo e desligo
LIGAÇÃO OFF
Termino de organizar tudo dentro de casa, e arrumo minhas malas.
- mamãe vai ter que sair, mais vou voltar mais tarde - falo com o snup e saio dali.
O corpo dos dois vai chegar daqui a pouco, cobra nem se quer ligou, mas o carro dele acabou de parar aqui, além de mim vai ter apenas ele e a Sandrinha aqui, nossa vida foi bem reservada pra não chamar muita atenção e pra falar a verdade é melhor assim.
Vou ter que passar metade da noite aqui, mas tudo bem vou cumprir com as minhas obrigações que eu tenho com o morro.
Passa um tempo e a Sandrinha chega mais os pais, ela me dá os pêsames e senta observando o local, até o cobra entrar, junto com os caixão, ele fez isso pra me testar.
- como você está? - ele pergunta esperando uma reação ao ver o caixão dos dois sendo aberto
- Estou bem - asp palavras saem frias
- com os seus pais aqui? - ele firma o olhar em mim sério
- é a lei da vida, tudo que nasce morre, com eles não seria diferente - ele da um sorriso de lado e confirma
- amanhã cedo quero você no morro - ele diz sério e sai dali, mas antes de cruzar a porta ele fala - te treinei bem pra essas situações. - eu não sei o que ele espera, que eu agradeça? Pode ter sido até ele que mandou matar eles, mas eu vou descobrir, pode demorar, mas não vou desistir até achar o culpado.
LANÇAMENTO EM DEZEMBRO
ÏNSTAGRAM @AUT.RAFAELA