INDIA 04

1093 Palavras
INDIA NARRANDO DIAS DEPOIS Hoje é o meu último dia de treinamento, deixei meus pais na semana passada com o coração apertado, na moral queria mesmo era pegar eles e fugir, a tristeza deles me deixa m*l, mas não tenho nem tempo pra ficar m*l. - ae índia cola aqui - cobra me chama - qual é? - Amanhã quero tu no morro, tu vai ficar na casa com alfa - encaro bem ele e solto uma risada - Tá de caô né cara? - ele n**a - vai ficar os dois juntos, tu tem que aprender do morro, e ele vai te ensinar - solto uma risada pra ele - pra isso eu vou ficar na boca - falo séria e ele nega - tá decidido essa p***a tem discussão não - encaro ele furiosa, nunca morei com ninguém além dos meus pais, e mete essa de morar com aquele metido de nariz empinado. Respiro fundo umas três vezes e volto a treinar. ..... Treinei pesado, mas pela primeira vez me deram uma comida descente, são 3:00 da manhã, preciso voltar pra casa e organizar as malas, meus pais vão comigo, nem fudendo que volto pro morro sozinha. - índia mandou bem em - cabuloso bem já fazendo o toque - acabou esse inferno - falo e ele sorri concordando - agora é enfrentar o próximo - tem que ter estômago - ele confirma - vou nessa tô doida pra chegar em casa e ver os meus pais - falo e ele sorri faço o toque com ele e saio dali. da CV até em casa vai umas 2 horas de viagem, aqui é uma fazenda bem afastada da cidade, a estrada também não é boa, por isso demora tanto, chego e vejo a janela aberta do quarto deles e as luzes tudo ligada, sinto um aperto no peito uma sensação estranha. Desço do carro e o snup pela primeira vez não veio encontrar comigo, pego a arma e entro dentro de casa, a cozinha e a sala está em ordem, o snup sai do quarto dos meus pais, meio que desesperado, vindo em mim e entrando dentro do quarto - calma amigão - falo e entro deixando a arma cair na hora - MÃE PAI, NÃO - vou até eles, os dois, cheios de furos de bala, o quarto está só o sangue, as coisas tudo reviradas, abraço os dois caídos, não tem batimentos, não tem respiração, eles estão mortos. Os meus pais estão mortos. Olho a cena no quarto, o desespero do snup, e minha vontade de morrer ali com eles me deparo com o espelho. "O inferno apenas começou bonequinha. te espero na favela." não foi o cobra, ele tava comigo, foi o alfa, só pode ter sido ele. - eu vou matar quem fez isso, nem que isso seja a última coisa que eu faça na vida, eu vou matar - choro olhando tudo e ligo pra polícia, que vem olha toda a cena e chamam o IML - aonde você estava na hora do crime? - eu sempre passo uma semana em treinamento e uma semana em casa, essa semana tava treinando - o que você treina? - lutas, para poder me defender - ele confirma - você chegou notou alguma movimentação? - n**o - não tinha nada, só achei estranho as 5 da manhã a janela está aberta e a luz do quarto está acesa - ele confirma, o recado do espelho eu limpei antes deles vir - tinha alguma carta ou algum recado? - eu não vi nada - eles confirmam - por que você tem uma arma? - como eu disse pra me defender - tem porte? - tenho sim - falo e entrego o papel pra ele que confirma. - Está tudo ok, vamos investigar e se descobrirmos algo vamos entrar em contato - ele fala e eu confirmo, o IML chega e pega os dois, as polícias saem, a casa fica completamente vazia, um silêncio escurecedor, a morte deles não vai ficar em vão nem que eu morra tentando matar o culpado, mas vou vingar eles. Limpo todo o quarto chorando, termino e olho pro snup tristinho deitado na porta do meu quarto, snup é meu cachorrinho que ganhei do meu pai esse ano no meu aniversário, ele é um Spitz alemão anão, muito dócil, vou levar ele comigo para o morro. vejo meu celular vibrar e o nome da sandrinha aparecer, conheço ela desde que me mudei pra cá, somos amigas, mas quase não saímos devido minha correria do dia a dia. Ligação on - oi sandrinha - falo - acabou de passar no jornal, como você está? - estou bem, amanhã vou pro morro - falo e ela concorda - a gente vai com você, não vamos te deixar sozinha - sorrio fraco - obrigada, preciso organizar umas coisas depois a gente se vê - falo e desligo LIGAÇÃO OFF Termino de organizar tudo dentro de casa, e arrumo minhas malas. - mamãe vai ter que sair, mais vou voltar mais tarde - falo com o snup e saio dali. O corpo dos dois vai chegar daqui a pouco, cobra nem se quer ligou, mas o carro dele acabou de parar aqui, além de mim vai ter apenas ele e a Sandrinha aqui, nossa vida foi bem reservada pra não chamar muita atenção e pra falar a verdade é melhor assim. Vou ter que passar metade da noite aqui, mas tudo bem vou cumprir com as minhas obrigações que eu tenho com o morro. Passa um tempo e a Sandrinha chega mais os pais, ela me dá os pêsames e senta observando o local, até o cobra entrar, junto com os caixão, ele fez isso pra me testar. - como você está? - ele pergunta esperando uma reação ao ver o caixão dos dois sendo aberto - Estou bem - asp palavras saem frias - com os seus pais aqui? - ele firma o olhar em mim sério - é a lei da vida, tudo que nasce morre, com eles não seria diferente - ele da um sorriso de lado e confirma - amanhã cedo quero você no morro - ele diz sério e sai dali, mas antes de cruzar a porta ele fala - te treinei bem pra essas situações. - eu não sei o que ele espera, que eu agradeça? Pode ter sido até ele que mandou matar eles, mas eu vou descobrir, pode demorar, mas não vou desistir até achar o culpado. LANÇAMENTO EM DEZEMBRO ÏNSTAGRAM @AUT.RAFAELA
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