Narrado por Japa — Papo reto, tô casada contigo só pra receber o dinheiro do tratamento — falo séria, mas ele só n**a com a cabeça, cheio de marra. — Eu te ofereci a grana e tu preferiu ficar. Tu quis o compromisso. — Eu não ia ficar na tua mão, Pirata. Jamais. — Foi pior pra tu, mermo. Agora tu não tá só na minha mão, tá no meu porte. Ele deu aquele sorriso de lado que me tira do sério. — Quando tu sair daqui, a gente vai desenrolar esse divórcio e cada um segue seu rumo — rebato. — Só casei pra me darem o direito de visita. Ele se aproximou, colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e me encarou lá no fundo. Aquela intensidade dele é covardia. — É aí que tu se engana, preta. Não largo de tu nem f**endo. A voz rouca dele me fez engolir seco. Ele me deu um selinho

