Capítulo 4

1042 Palavras
- João, eu irei deixar o presente aqui no carro, não tem sentindo entregar agora, isso tá parecendo uma balada de tanta gente. João: Eu avisei, e não só parece como é! Bianca é festeira desde sempre. - Se eu soubesse... Mas enfim, bora curtir. João: Bora, tô doido pra encontrar com uma garota. - Namorando? João: Só uma ficante. - Hm. Falei ficando calada. Entramos no salão depois de tanta "burocracia", meu nome não estava na lista, então tive que explicar pro moço e ele teve que entrar em contato com a mãe da Bianca para confirmar a minha identidade. Grudei nos braços do João e ele disse: - O que é isso? - Você tem fama desde sempre de sumir nas festas, e eu cheguei ontem aqui, não me lembro de quase ninguém, ou seja, estou sozinha, então vai ficar a festa comigo até eu encontrar a Bianca. Falei quase gritando por conta da música alta tocando. João: Mas... - Vai, João, é vacilo me trocar por um contatinho. João: Só hoje, Lua. Dei um pulinho e ele deu risada. A festa estava cheia demais, fomos andando até um sofá vazio. João: Irei procurar a Bianca, por mais que seja quase impossível. O salão estava sendo iluminado por luzes coloridas e mais nada, ou seja, estava tudo praticamente escuro, o que dificultava mais ainda em reconhecer as pessoas ali. Fiquei sentada no sofá e logo avistei o João novamente. João: Vem, eu disse pra ela que iria pegar o presente e que não era pra ela sair do lugar, irei te levar lá e procurar o resto da turma. Quando ele havia terminado de falar "o resto da turma", eu entendi que provavelmente, o Gustavo estaria aqui também, um frio na barriga e uma ansiedade surgiu dentro de mim. Fui caminhando com muita dificuldade juntamente com o João, avistei a minha amiga parada do lado da mesa de aperitivos conversando com algumas pessoas. Mal pude me controlar, eu saí correndo mesmo de salto, e a abracei forte, ela retribuiu o abraço, mas, pelo que entendi, ela não havia visto quem era. Comecei a chorar, depois de anos eu finalmente estava vendo a minha amiga novamente. Bi: Moça, por que está... Ela me empurrou para me encarar falando, e quando ela me viu, ela parou na hora e abriu a boca indignada, fez cara de quem não estava acreditando e por fim, gritou e me puxou novamente para o abraço. Bi: Não acredito, não acredito que você voltou, Amiga, meu Deus, esse é o melhor presente de todos, vem, irei avisar para todos que está de volta. Gelei... Todos iriam saber que voltei oficialmente, uma vergonha bateu, talvez. *Gustavo Eu estava com um copo de bebida na mão e já estava bem alterado, eu dançava loucamente com uma garota até que a música parou, olhei para o palco onde o Dj estava e avistei a Bianca com uma menina que não dava pra ver direito ao seu lado. Ignorei aquilo e fui pegar mais uma bebida. Bi: Gente, vim anunciar o melhor presente da noite, minha amiga Lua, depois de 6 longos anos voltou. Deixei o copo de vidro cheio de bebida cair no chão e todos voltaram a atenção para mim. Lua? Não é possível, acho que bebi demais e estou ficando alucinado, poucos instantes depois, as pessoas voltaram a atenção para o palco, uma moça que estava cuidando dos aperitivos, logo veio em minha direção e eu me desculpei pelo copo. Peguei a garrafa de vez e virei tudo. Eu estava louco demais e precisava esquecer essa alucinação que eu tive, principalmente com a Lua, que nem sequer existe mais nessa cidade. *Lua Após o anunciado, deixaram algo bem barulhento cair e isso chamou a atenção de todos, mas, como ainda estava escuro, não dava pra saber quem era e onde foi. A música havia voltado a tocar e Bianca me disse: - Não vai embora depois da festa, sua próxima estação vai ser na minha casa, quero que passe o dia comigo. - Eu sabia, já deixei a minha roupa reserva no carro. Falei tão animada quanto ela. Bi: Vem, vamos beber para comemorar esse dia pra lá de especial. Eu concordei, eu não era de beber muito, mas hoje eu iria abrir essa pequena excessão. Chegamos na parte da bebida e ela fez algumas misturas, o cheiro era forte, mas o gosto era bom. - Quero mais! Falei sem nem pensar duas vezes. Bi: Viciante, né? - Demais! Bi: Cuidado, mais um desses e você perde a linha, amiga. - Como sabe? Bi: Da última vez que bebi isso aqui 4 vezes, beijei o Kevin. Eu engasguei com a bebida e disse: - Falando nisso, tem alguma coisa que eu não sei? Bi: Tem e muita! Por isso quero que vá lá em casa, as fofocas estão todas guardadas no baú. Eu dei risada, eu estava consciente, mas não o suficiente para manter a postura de "Lua". Uma música super agitada começou a tocar e a Bianca me puxou para o " Meio" do salão. Começamos a dançar enlouquecidamente e parecia que quanto mais eu me mexia, mais a bebida fazia efeito sobre mim. Comecei a dar risada igual uma louca e a Bi me acompanhou. As pessoas pulavam, riam e gritavam seguindo o ritmo da aniversariante. Comecei a me sentir tonta e uma v*****e enorme de vomitar tomou conta de mim, talvez eu não devesse ter pulado. - Eu vou no banheiro e já volto. Falei gritando para que Bianca conseguisse me escutar. Ela apenas assentiu e continuou dançando. Fui empurrando um, empurrando outro e o salto ainda não colaborava com a situação em que eu estava. Tirei os mesmos deixando-os em minhas mãos e apressei os meus passos para alcançar o banheiro, se eu segurasse por mais alguns segundos, eu iria explodir. Empurrei a porta com tudo largando meu salto no chão e coloquei tudo para fora no vaso sanitário. Eu m*l conseguia respirar. A porta foi aberta e eu me assustei, dentro do banheiro era escuro e a luz continuava no mesmo clima do salão, ou seja, não dava pra enxergar direito. - Desculpe, eu não queria... Uma voz totalmente rouca e grossa disse.
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