Capítulo 5

1075 Palavras
- Tudo bem, eu já estava de saída. Falei um pouco mole. Peguei o meu salto e me levantei, o que piorou pois levantei muito rápido, eu acabei cambaleando e o moço com suas mãos bem firmes me segurou. - Ei, quer ajuda para sentar em algum lugar? - Não, eu... Eu consigo ir sozinha. Na verdade, eu m*l conseguia falar. - Tem certeza? Ele insistiu. - Eu tenho! Falei o empurrando de leve para ter acesso ao salão novamente. Mas acabei quase caindo de novo. A Bianca estava certa, essa bebida é forte. O garçom passou com uma bandeja cheia em minha frente, bem... Pelo que puder ver, a cozinha era perto do banheiro. Peguei mais um copo, mesmo não me aguentando em pé. Senti uma mão em minha cintura e logo um sussurro me tirou o restante de consciência que eu ainda tinha: - Tem certeza? Se você virar essa, vai cair e ser pisoteada. Eu tomei a bebida de uma vez só e me virei pro moço anônimo dizendo: - Como tem tanta certeza? Tô vivinha, ó. Dei uma balançada no ritmo da música que estava tocando e animando a todos. Logo em seguida dei um meio sorriso desafiador. - Percebi que gosta do perigo, não é mesmo? Ele disse num tom mais rouco ainda, suas mãos ainda estavam em minha cintura, eu ainda segurava o meu salto e na outra mão o copo de bebida. - Eu adoro! Sussurrei perto de sua orelha, tive que ficar praticamente na ponta do pé, é claro. Nossos rostos estavam bem pertos um do outro, passei um de meus braços em volta do seu pescoço e quando eu ia beijar o cara, acabei vomitando na roupa dele. - Caraca, não podia ter virado? Ele falou furioso. Tudo o que eu consegui fazer foi dar risada. - Isso não tem graça, irá pagar por isso. Ele disse entrando novamente no banheiro. Eu m*l sabia onde estava, parecia que tinham mais pessoas ou será que eu estava vendo todos duplicados? Fui caminhando até um sofá próximo eu me lembro de ter largado o copo no caminho e ter encontrado o João com uma garota no sofá, depois disso, eu me joguei no colo do João mesmo com a garota do lado e tudo se escureceu. *** - Ai! Abri os meus olhos lentamente e totalmente arrependida. Se não me engano, fiquei uns 4 minutos lutando contra a luz que batia em meu rosto, a dor de cabeça não colaborava. Quando abri os meus olhos por completo, olhei ao meu redor e avistei o quarto da Bianca, como eu havia parado aqui? Perguntei a mim mesma. Mal conseguia me levantar, a minha v*****e era de ficar deitada ali o dia todo. Olhei para a cômoda ao lado da cama e avistei um remédio e um copo d'água. Sorri, a Bianca era um amor. Tomei o mesmo e esperei uns 30 minutos deitada até que a dor aliviasse pelo menos um pouco. Me levantei e me deparei com algumas roupas, produtos higiene e uma toalha, Bianca havia separado para mim. Com uma amiga dessas, preciso de mais nada, ela me conhece bem e sabe que sou fraca em bebidas. E de compensação, eu não me recordava de nada, absolutamente nada depois que bebi. *Gus Acordei na manhã seguinte com um cheiro h******l, olhei para a minha roupa e ela estava num estado grave. - Ótimo! Alguém vomitou em mim. Logo em seguida, murmurei de dor de cabeça e fui direto pro banho. Eu já estava acostumado com a ressaca, era todo fim de semana uma festa diferente, eu adorava essa vida. Mas, uma coisa que me intrigou, foi o fato de eu não conseguir me lembrar direito dos meus últimos momentos naquela festa, como por exemplo, quem me sujou. Joguei as minhas roupas na máquina de lavar e logo em seguida o meu celular começou a tocar. *Ligação: - Gus? - Oi, bi, o que manda? Falei me deitando no sofá da sala. - Aconteceu um imprevisto com a firma que contratei para limpar o salão de festas e sobrou tudo pra mim, você pode me ajudar a arrumar as coisas? - Ah, Bianca, sério? Limpar salão de ressaca? - Tu já tá acostumado, pare de drama. - Tá bom, chego aí na sua casa em 10 minutos. - Ok. Trás o João, ele está te esperando. - Fechou, até. Fim da chamada* Respirei fundo e fui logo trocar de roupa, hoje o dia seria longo. *Lua - Bom dia, amigaaaaaa. Dei um grito meio baixo, sim, é possível gritar baixo (risos). Bi: Bom diaaaaaa, tomou o remédio que te deixei, né? Nem parece que tá de ressaca. Soltei uma gargalhada. - Tomei sim, aliás, agradeço por ter cuidado de mim. Bi: Mais do que o meu dever, aliás, sou a mais velha. Revirei os meus olhos e disse: - É mesmo, tô vendo até os cabelos brancos, sua idosa. Caímos na risada. - Bi, uma pergunta que não quer calar é, como eu vim parar aqui e se o carro da minha mãe tá vivo. Ela deu risada do jeito em que eu havia falado e disse: - João não bebeu tanto assim, então trouxe eu e você no carro do Gustavo que também estava loucão, então ele teve que carregar o bebê gigante e o seu carro está no salão ainda. - Nossa, falando em Gustavo, eu nem vi ele ontem. Bi: Não? Ela disse surpresa. - Não, tinha muita gente, sem falar que perdi a maior parte de minha memória. Bi: Amiga, então, ocorreu um problema com a empresa de limpeza que eu havia contratado e sobrou para nós limparmos a festa, eu chamei o Gustavo, se importa? Caso sim, eu ligo pra ele agora mesmo e... A interrompi e disse: - Por favor, né, Bi, já foi, é passado, foi há 6 anos atrás, eu tô bem, pode ficar tranquila, uma hora ou outra a gente iria se barrar por aí, sem falar, que não o conheço mais, creio que ele mudou muito, virou um homem. Bi: Sim, ele mudou e muito mesmo, ficou pior do que era no ensino médio, é mulher pra tudo que é lado, vive em festas com o João, a dupla do terrorismo, e Kevin estava metido nessa também, mas, a pescadora aqui conseguiu pegar o peixe. Ela disse toda empolgada e no mesmo instante a campainha tocou. Eram eles...
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