56. Luna

776 Palavras

Quando saí do banheiro, passei direto pela sala, fui até a cozinha e me forcei a fazer alguma coisa: abri a geladeira, comecei a picar uns legumes como se preparar o jantar fosse resolver meu mundo. A faca tremia na minha mão. Mas pelo menos me manter ocupada ajudava a não desabar de novo. Ouvi os passinhos da Clara vindo do quarto. Ela apareceu na porta da cozinha, segurando a boneca nova. — Mãe... você tá bem? Virei na mesma hora. — Tô sim, meu amor. Só cansada. Ela veio até mim, se encostou na minha perna e me abraçou pela cintura. — Não chora mais não, tá? Minha garganta travou. — Quem disse que eu chorei? Ela sorriu, com aquele jeitinho de quem vê tudo, mesmo quando a gente tenta esconder. — Eu sei. Passei a mão no cabelo dela, beijei o alto da cabeça e continuei mexendo

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