31. Luna

1001 Palavras

Já fazia quase um mês desde aquela briga no mercado. Um mês desde que eu parei de tentar ter algum controle sobre a minha própria vida. O Dante continuava invadindo cada canto. Cada espaço. Cada silêncio da minha casa. No início, eu ainda tentava resistir. Me escondia no quarto, evitava conversa, fechava a porta na cara dele. Mas ele não deixava. Se eu me trancava, ele arrombava com palavras. Se eu me calava, ele provocava até eu explodir. Se eu chorava, ele vinha, me pegava, me dobrava, me fod** como se esse fosse o único jeito de me fazer parar de lutar. E o pior é que eu parei mesmo. Me peguei cedendo mais vezes do que consigo admitir. Quando ele encostava na minha porta de madrugada, eu abria. Quando ele me puxava pela cintura, eu não resistia. Quando dizia meu nome com aquela voz

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