9. Dante

867 Palavras

Passei pelo beco que dava acesso às bocas e conferi a movimentação. Magrão veio me atualizar sobre os moleques que estavam dando trabalho na outra comunidade. Estavam querendo invadir aqui. — Tão achando que a gente tá mole, chefe – ele disse. — Então deixa eles pensar – respondi, acendendo outro cigarro. – Quando eles vierem, a gente apaga no primeiro passo. A tarde veio chegando junto com o calor. O morro fervia. Crianças brincando nas vielas, música alta saindo de algum barraco, cheiro de óleo quente, cigarro e maconha misturado no ar. Sentei na mureta perto da quadra, com o rádio no colo e o olhar varrendo o movimento lá embaixo. Foi aí que eu a vi. Luna. Descendo a rua com aquele andar rápido, com o olhar abaixado, como sempre tentando passar despercebida. Mas não dava. Mesmo

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR