Capítulo XXVII

1414 Palavras

Abrindo os olhos, Eduarda viu as paredes brancas rodarem diante dela. Vozes e mais vozes a cercando. De repente, era como se tivesse nove anos. Ela conhecia aquele lugar. Estivera tanto tempo internada em enfermarias de hospitais que tudo lhe era amargamente familiar. _ A saturação dela está baixa – Uma voz feminina falou em tom de urgência. _ Pode ser um penumotórax. _ Já fizemos a punção e não obtivemos nenhuma melhora. _ Vamos levá-la direto para a tomografia. _ Ela não está estabilizada – Alguém protestou. _ Os sinais vitais estão segurando. Vamos mante-la na mascara de oxigênio. Se for necessário estarei junto para entubá-la – A médica ditou o comando a equipe. Aquele era o infernö. Seu infernö. Sua cina. As lágrimas começaram a deslizar pelos olhos da garota. Ela não tin

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