JACE Acordei com o coração batendo diferente. Não sei explicar, parecia que o peito tava pequeno demais pra segurar tanta coisa. Emoção, ansiedade, alegria, medo... tudo misturado num nó que apertava a garganta de vez em quando. Levantei devagar, ainda tentando absorver que o dia tinha chegado. O meu dia. O nosso dia. Liguei o som no talo com a playlist que eu mesmo montei pra esse momento: só as brabas românticas, algumas minhas, outras dos parceiros que eu admiro. Fui pro barbeiro com o Batista, meu parceiro de guerra, e mais dois amigos de longa data. Era o ritual, né? Aquela resenha de homem, corte na régua, cheiro de loção, risada boba e coração apertado. — E aí, vai casar mesmo? — perguntou o barbeiro, com aquela marra carioca que eu curto demais. — Já tô casado faz tempo, irmão

