Alice Narrando Entramos na Arena, e eu senti aquele frio na barriga que só lugares enormes e cheios de energia conseguem provocar. O som das pessoas gritando, a música alta, os flashes das câmeras, o cheiro de pipoca e cerveja misturados, tudo isso me envolveu de uma vez. O Davi corria na frente, sem conseguir ficar parado, os olhos brilhando a cada passo. Fábio pegou minha mão, firme, e eu senti um calor gostoso de segurança. — Segura firme, Davi, não sai correndo — Fábio disse, puxando ele um pouco pra perto. — Não consigo, tô muito animado! — meu filho respondeu, quase pulando no lugar. Fábio riu e continuou conduzindo a gente pelo corredor até o camarote reservado. Eu percebi o cuidado dele em cada gesto, o jeito que ele segurava minha mão, como se quisesse me proteger de tudo e

