Alice Narrando Meu filho andava numa ansiedade danada desde que recebeu o convite do Fábio. O Davi não falava de outra coisa. Toda hora vinha com aquelas mãozinhas fechadas, dando soquinhos no ar, imitando lutador, cheio de marra. Meu pai e o tio Danilo botaram o filme do José Aldo pra ele assistir, e aí pronto, parece que acenderam uma chama dentro do garoto. Ele ficou vidrado, os olhos brilhando a cada cena. No fim do filme, ele soltou uma frase que me fez engolir seco: — Quando eu crescer, eu quero ser lutador de MMA. Na hora senti um nó na garganta. Lembrei do Teto imediatamente, da nossa história, de tudo que aconteceu. Não falei nada, só sorri pro meu filho. Meu pai me olhou, a madrinha também, e ficou aquele silêncio cheio de lembranças no ar. Mas o Davi não percebeu, tava enca

