Elizabeth Finalmente chegamos ao residencial que conheço muito bem, porém, entro em uma casa que não é a minha. Ainda penso em protestar ate que seja levada para minha casa, mas, ver Gabriel tão cansado me detém. Não. Cansado não é a palavra certa. Destruído se adequa melhor à sua aparência. As roupas amarrotadas, o semblante cansado, cabelo em todas as direções, olheiras enormes e olhos vermelhos, até sua pele tem um tom levemente acinzentado, como se quem esteve doente foi ele e não eu. “Ele está assim por sua causa.” Sussurro em minha mente. Sinto-me mais culpada. O peso da culpa em cima de mim é como escombros me esmagando. Às vezes é demais para suportar. Eu não deveria estar aqui. A vontade de ficar sozinha me atravessa como uma lança. Mas me contenho. Agora não. Depois.

