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Sozinha, até você.

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Sinopse

Desolada ao descobrir uma doença terminal, Elizabeth sai sem rumo algum, apenas vagando pela cidade. Ao passar m*l, é salva pelo lindo e amoroso Gabriel. Um homem que apesar dos seus demônios, acredita firmemente no amor verdadeiro. Ao salvar a quebrada Elizabeth, ele se vê dominado pela vontade de proteger e cuidar dela. Mas, mentiras e segredos surgirão de todos os lados, mesmo indo até as ultimas consequências, será que Gabriel será capaz de salvar a mulher que ama ou irá afundar com ela? Elizabeth conseguirá encontrar forças no amor que Gabriel lhe oferece ou sucumbirá as sombras do próprio desespero?

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Prólogo, Capítulo 1
Elizabeth Tudo começou naquele dia cinzento e cheio de nuvens tempestuosas, tão cinzentas e opacas quanto meus próprios olhos e humor. Tinha certeza que iria cair o maior temporal, mas ali estava eu, parada em uma sala de espera de um consultório de neurologia, esperando minha vez para apresentar um exame e saber seu resultado. Sabia naquele momento que seria uma parte decisiva de minha vida e que eu não seria mais a mesma. Calafrios subiam por minha coluna e medo se instalava em meu estômago, tinha aquela sensação r**m, aquela que eu sempre sentia quando algo r**m estava para acontecer. - d***a, que demora. – murmurei para mim mesma. Quando estava ficando impaciente e já estava prestes a ir embora, meu nome é chamado. - Senhorita Elizabeth Banks. – chama a recepcionista. Ela me leva até a sala do médico, nos cumprimentamos cordialmente e ele pega meu exame e começa a examinar pacientemente. Faz-me algumas perguntas e depois senta e me olha pesaroso. - Srta. Banks, sinto muito, mas minhas notícias não são boas. Prendo minha respiração e espero que ele solte a bomba de uma vez por todas. Eu sabia! Algo gritava dentro de mim. - Você tem um aneurisma cerebral. Mas a boa notícia é que pode ser operado, mas você corre o risco de ficar inválida ou até mesmo morrer por ser um local de difícil acesso e muito delicado... – diz o médico. É claro que ele continuou falando mais alguma coisa, mas parei de ouvir depois da parte de risco de invalidez ou morte. Fiquei lá, em estado de choque ou qualquer coisa desse tipo. Simplesmente fiquei lá sentada com uma expressão estóica no rosto, não quis saber de mais nada. Saí do consultório sem sequer dizer uma palavra, o que eu poderia dizer a respeito, eu podia morrer a qualquer momento. Segui caminhando sem direção pela cidade, não me importei de chamar um táxi ou pegar meu carro. Não ligava mais para onde estava indo, simplesmente vaguei pela cidade, sabe-se lá por quanto tempo. A chuva começou, logo fiquei encharcada, mas não liguei, caminhei até chegar a um banco de praça que ficava de frente para um pub muito movimentado, era fim de semana e estava bastante movimentado. Enquanto as pessoas passavam com seus guarda-chuvas se desviando de mim, fiquei lá parada, olhando tantas pessoas seguindo suas vidas em sua feliz ignorância sobre suas mortes, despreocupadas sobre o dia de amanhã sem saber se estariam vivas amanhã ou não. Estavam felizes, vivendo um dia de cada vez. A noite chegou e a chuva não cessou, eu continuei parada no mesmo lugar que estava quando cheguei. Não conseguia tirar os olhos da entrada do pub, como se esperasse a solução dos meus problemas sair de lá, me perguntava o que eu faria daqui pra frente já que eu não precisava me preocupar em dar a notícia para ninguém. Sou órfã e não tenho mais ninguém a quem recorrer, pelo menos se eu resolver fazer a dita cirurgia vou ter dinheiro suficiente para custear tudo. Depois que meus pais morreram naquele acidente, fiquei como herdeira universal de seus bens, o que me tornou uma milionária reclusa e infeliz. Preferia ser pobre e ter ambos comigo. Levantei e resolvi que voltaria para casa, já estava tremendo de frio e os fatos do dia finalmente me alcançaram e junto com a chuva, lágrimas lavavam meu rosto. Olhei para cima e foi aí que eu o vi. *** Gabriel Estava o maior temporal lá fora, mas eu não queria mais ficar no pub. Paguei a conta e fui em direção à porta, parei do lado de fora imaginando como pegaria meu carro sem ficar totalmente encharcado. Estava me preparando para sair quando ouvi um grito muito próximo. Levantei meus olhos e dei de cara com uma cena que mexeu comigo. Praticamente à minha frente, uma garota gritava desesperadamente enquanto apertava a cabeça e seu nariz sangrava, parecia sentir muita dor. Antes que pudesse me parar, me aproximei um pouco, nesse mesmo momento a garota cambaleou em minha direção e disse em um sussurro torturado: - Por favor, me ajude. E caiu desmaiada em meus braços. Não pensei duas vezes, carreguei-a nos braços até o carro. Não percebi que estava encharcado até que estivesse dentro do carro a caminho do hospital mais próximo. Enquanto esperava o sinal abrir, olhei para a garota. Não. Olhei para a mulher que estava no banco inconsciente e continuava sangrando, uma urgência me bateu ao constatar que a mulher continuava sangrando, fui tomado por uma espécie de pânico e fiquei bastante nervoso e assustado. Quando o sinal abriu, pisei fundo decidido a chegar o mais rápido possível e a qualquer custo ao hospital, que se danem as leis de trânsito. Não tinha tempo para essas besteiras agora, precisava chegar o mais rápido que pudesse isso era certo. Parei em frente ao hospital, fui logo sendo abordado por um segurança dizendo que não podia parar ali. Não me importei com o que ele dizia, simplesmente abri a porta dei a volta no carro e peguei a moça desacordada nos meus braços e quando estava prestes a seguir em direção à porta o segurança me barrou dizendo que não podia deixar o carro ali. Juro que vi vermelho nessa hora, se não estivesse com tanta pressa teria dado uma bela lição nesse homem. Será que ele não via que eu estava carregando alguém desmaiado e que eu estava com pressa? Diabos! - Ouça bem, porque eu só vou falar uma vez. Pegue este maldito carro e leve para onde quiser, mas não tente me impedir de entrar naquele hospital por causa de um carro estacionado indevidamente. Estamos entendidos? – perguntei entredentes. Aparentemente o homem em questão entendeu o recado e pegou as chaves e levou o carro para o estacionamento. Corri até as portas e assim que entrei gritei por enfermeiros, alguns me olharam f**o porque certamente não fiz silêncio, mas não me importei. Enquanto a depositava em uma maca, os enfermeiros perguntaram o que aconteceu, expliquei o máximo que pude e quando estava para soltar sua mão senti um aperto muito fraco. Olhei para seu rosto e seus olhos estavam semi abertos. E um sussurro quase inaudível saiu de seus lábios. - Não me deixe sozinha. Porra! Juro que meu coração se apertou e doeu um monte nessa hora. Quem será essa mulher que caiu desmaiada nos meus braços e pede para que eu não a deixe sozinha. Nem me conhece, mas mesmo assim. Não importa. Sinto que devo ficar e cuidar dela, seja quem for. Essa mulher que entrou na minha vida de uma forma muito inusitada, tão indefesa e sozinha. Não importa se eu não sei quem ela é, ou se tem família. Vou cuidar dela. Vou até a recepção com sua bolsa e retirei seus documentos e entrego. Enquanto isso, vou preenchendo os papéis. - Com licença Senhor, mas qual seu parentesco com a paciente? – pergunta a enfermeira. Penso por um instante e sei que se eu disser que sou apenas um desconhecido que a socorreu não vão me deixar vê-la. Assim digo sem pensar nas consequências. - Sou o namorado. Naquela hora não pensei muito que as coisas podiam se complicar com essa afirmação, mas agora vejo que de certa forma foi o certo. Eu precisava vê-la, saber como ela estava e não podia deixá-la sozinha no hospital. Agora só resta esperar por notícias. Só existe um problema nesse plano. Eu odeio esperar. Capítulo 1 Elizabeth Sinto muita dor na cabeça, ouço sons de bips. Algumas máquinas fazem barulho perto de mim. Já sei onde estou. Hospital. Os acontecimentos do dia me batem mais uma vez como se fosse um martelo. As dores que sinto e os sons que essas máquinas fazem só servem para ressaltar a verdade mais dura e c***l que eu tenho que enfrentar. Tudo é tão nebuloso ainda, mas ao mesmo tempo muito claro e fresco, será que eu vou morrer aqui nessa cama ainda hoje? Sinto-me tão m*l. Não pelas dores ou minha situação atual. Não. Tenho medo. Muito medo. Não quero morrer sozinha. Queria alguém para segurar minha mão no momento em que eu der o meu último suspiro. Essa agonia que a solidão me impõe nunca foi tão opressora ou pesada como é agora. Penso que eu posso estar às portas da morte, mas não há ninguém aqui para me ver. Ninguém vai sentir a minha falta, já não tenho amigos, parentes. Ninguém. Como queria ter tempo de fazer amigos, de conhecer novas pessoas. Pessoas que valham a pena. Não idiotas que só se interessam em chegar perto de mim pelo meu dinheiro ou posição social. Pessoas de verdade em quem eu possa confiar. Que me levem pra sair e não tenham medo de dizer a verdade independentemente de quem eu seja. A dor vai se dissipando lentamente, acho que são os remédios fazendo os seus efeitos afinal. Tento abrir um olho, mas a dor ainda incomoda muito. Mas alguns minutos mais tarde tento novamente sem sucesso. Droga! Solto um gemido inconformado. Ouço uma porta sendo aberta e alguém entra. Tento abrir um pouco os olhos e dessa vez consigo. Minha garganta está seca e a única coisa que sai quando tento falar é um mini gemido entrecortado. - Ah, finalmente está acordada. Que bom, Srta. Banks. Vou chamar o médico. – diz uma enfermeira, e sai novamente. Espero um pouco e depois vejo que entra um homem jovem de jaleco branco. Me dá um sorriso caloroso e fica do lado da minha cama. - Olá, Srta. Banks. Meu nome é Marcos, fico feliz que já esteja acordada. Esse é um bom sinal. Você sabe por que está aqui? – pergunta doutor Marcos. - Sim. – sussurro. - Então você tem conhecimento da sua situação delicada. – diz ele. Eu sei que ele está me testando. Fica me olhando por alguns segundos com ar curioso, como se não soubesse o que fazer ou dizer. Parece um pouco em dúvida sobre o que deve fazer a partir de agora. - Doutor, eu sei exatamente o que vai acontecer, mas não estou muito certa sobre fazer a cirurgia ou não. – despejo minhas dúvidas. Sinto um entorpecimento me tomando, me embalando em um sono e um cansaço tão grande que não sou capaz de responder mais nada. Pouco a pouco vou fechando os olhos e escorregando numa escuridão que me abraça e me acolhe. E assim eu caio no sono novamente. *** Gabriel Estou na sala de espera já faz algumas horas, já perdi a paciência e pensei em ir embora pelo menos umas quinze vezes, mas minha consciência é mais forte do que eu. E aquela maldita voz na minha cabeça que me diz para não sair daqui, apesar do meu estado de espírito cansado e m*l humorado. Diabos! Eu só queria ir para casa e descansar, amanhã vai ser um longo dia. Parabéns, Gabriel. Para quem só queria uma noite tranquila, você está muito agitado. Penso comigo mesmo. Minha roupa está amassada, suja de sangue, meu couro cabeludo dói de tanto que eu já puxei meu cabelo. Estou nervoso, inquieto. E meu autocontrole tão bem moldado tá indo à m***a. Maldição. Quando já estou prestes a fazer um escândalo ou qualquer coisa que seja para que me dê uma mísera informação sobre a mulher que eu trouxe, uma enfermeira vem em minha direção. - O senhor é o namorado da Srta. Banks? – pergunta. - Sim. O que houve? – pergunto impaciente. A mulher me olha cautelosa, como se tivesse medo que eu tentasse estrangulá-la ou algo parecido se eu não gostar da notícia. - Bem, ela passa bem, mas está dormindo. Nós a colocamos em um quarto, mas, seu estado ainda inspira alguns cuidados. Mas assim que ela acordar você poderá vê-la por alguns minutos. – finalizou. Alívio me enche e não consigo segurar o sorriso que cresce no meu rosto. Graças a Deus. Não sei por que estou tão feliz de saber que a estranha que eu ajudei passa bem. Ela não é nada minha. Cara, certamente se a minha mãe me ouvisse dizer isso com uma mulher que eu ajudei, certamente ia puxar minha orelha. Consigo ouvir o discurso dela. “Não seja insensível Gabriel, o que foi que eu te ensinei?”. Não quero nem pensar. Muito menos dar crédito a essas coisas. Resolvo que vou tomar um café. Deixo a enfermeira lá em pé sem nem falar mais nada, só porque eu tive uma notícia boa e que me deixou um pouco mais tranquilo mas, não quer dizer que eu estou de bom humor. *** Elizabeth Acordo com aquela sensação de confusão novamente, mas só porque eu já não ouço tantos bips. Acho que tiraram algum aparelho, sei lá. Ou talvez fosse só o zumbido na minha cabeça que parou. Acho que é a parte do zumbido mesmo que parou. Ai que sede. Preciso de água, e rápido. Aperto o botãozinho para chamar a enfermeira, preciso saber quanto tempo eu vou ter que ficar aqui. Odeio hospitais. Lembrar-me constantemente e com muito pesar o que eu passei ao saber que meus pais estavam mortos e eu não pude fazer nada já que estava hospitalizada também. Pelo menos eu ainda pude ter uma chance. Mas eles não tiveram a mesma sorte. Saio do meu devaneio melancólico graças à chegada da enfermeira. - Pois não querida? Você está precisando de alguma coisa? – pergunta. - Sim. Gostaria de um pouco de água, por favor. –digo. Ela se move e pega um copo de água em uma mesa que eu ainda não tinha visto. Aproxima-se e me entrega. - Gostaria de ver seu namorado agora? – pergunta. Estou bebendo água muito tranquilamente, mas depois dessa do namorado me engasgo. E não foi um engasgo qualquer, tossi como uma louca e juro que eu achei que ao invés de beber um copo de água, talvez eu tivesse caído dentro de uma piscina e me afogado. Todo o ar sumiu dos meus pulmões, fiquei vermelha igual uma pimenta, cara, pensei que ia morrer de falta de ar. Espera. Namorado? Que história é essa? - Namorado? Meu namorado? – pergunto embasbacada. Será que eu perdi alguma coisa enquanto estava inconsciente, e estava secretamente namorando e não sabia? Parece piada de mau gosto. Pode crer. - Sim. Seu namorado. Ele não saiu daqui desde que a Senhorita Chegou. – suspira a enfermeira. – Ah, é tão romântico da parte dele se recusar a deixá-la. – continua. - Claro. Por favor. – digo. Resolvo entrar no personagem, apesar de não saber do que estão falando. Não me lembro de ninguém que nem remotamente quis se oferecer para o cargo de namorado. Espero alguns minutos, até que ouço uma batida na porta. Peço que entre e espero para ver meu salvador. Pode não ser meu namorado ou o amor da minha vida nem nada, mas se não fosse por esse estranho misterioso eu não estaria viva, provavelmente. Tenho que agradecer. Mas quando a porta abre e vejo o homem que entra e me deparo com o homem mais bonito que já vi em minha vida, percebo que estou prendendo a respiração e não é para menos. Diante de mim estava o homem que me salvou. Aquele que eu vi quando estava prestes a ir embora, um pouco antes de ficar inconsciente. Agora vejo que estou sendo observada pelos mais belos e ternos olhos cinza que eu já vi. Emoldurados por espessos cílios pretos e seu rosto tão bonito, maçãs do rosto definidas e queixo forte. E sua boca, simplesmente divina com pequenas marcas que demonstram que ele sorri com frequência. Perco-me analisando meu salvador e não percebo quanto tempo fiquei apenas encarando-o até que ele pigarreia se sentindo um pouco incomodado com meu olhar . - Como você está? – pergunta. - Um pouco melhor, obrigado. – agradeço. Ele olha para os lados como se não soubesse o que fazer. Parece deslocado e tem dúvidas se senta ou se me deixa sozinha agora. Agora olhando um pouco melhor, percebo que ele parece muito cansado, sua roupa está amassada e tem olheiras como se não tivesse dormido nada. Então lembro o que enfermeira me disse sobre ele não ter ido e esperar pacientemente até que eu acordasse. Puta m***a! Ele realmente ficou todas essas horas dentro de um hospital só para saber como eu estava? Será que esse cara é de verdade? Só posso estar sonhando para alguém tão nobre cruzar comigo. - Por favor. Sente-se. – peço-lhe. Ele olha para a cadeira e parece debater sobre o que deve fazer, mas ao final decide sentar. - Obrigado por me socorrer e me trazer para o hospital. – digo. - Não foi nada. Fiz o que devia ser feito e não há mais o que discutir. – diz resoluto. Nesse momento me veio na cabeça que ele disse aos funcionários do hospital que era meu namorado. Certamente para que pudesse obter informações a meu respeito, caso contrário ele ia ficar no escuro sobre meu estado. Não consegui me conter. - Sério? Namorado? – pergunto. Não consigo não abrir um sorriso quando ele arregala os olhos e depois olha para baixo. Depois enquanto suas bochechas – pasmem – ficam vermelhas. Foi uma situação muito engraçada e simplesmente encantadora. Quem é esse homem que é capaz de se envergonhar por mentir para saber de notícias de uma estranha enferma e de onde ele surgiu? - Bem. Eu precisava de uma desculpa para que me deixassem saber como você estava. Eu não podia dizer que era seu irmão ou coisa assim. Namorado pareceu uma boa ideia na hora. – diz encabulado. - Não se preocupe. Eu é que agradeço por sua preocupação. Obrigado... - Gabriel. – finaliza. - Obrigado, Gabriel. – digo suavemente. - Não há de que. – sorri. Nossa! O sorriso de Gabriel é simplesmente deslumbrante. Todo suave e gentil, mas com uma pitada de algo mais. Talvez malícia, ou quem sabe sarcasmo, talvez tudo em um pacote delicioso e surpreendente. Não Lizzy, melhor você parar de ter pensamentos sujos com o cara deliciosamente gato e surpreendentemente gentil que te salvou de bater a cabeça no banco de uma praça em uma rua aleatória enquanto você tava tendo um treco. Bato-me mentalmente com essa constatação e não posso me impedir de ficar triste com esse fato.

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