Passear com Ahmed era tudo de bom. Ele era um cavalheiro, desses que não se vê mais nos tempos atuais, que puxam a cadeira para a gente se sentar, nos deixam escolher o cardápio, pagam a conta sem pestanejar ou parecer desconfortável com isso, o que era muito importante, pois eu não estava em condições de sugerir que dividíssemos, e só não beija a mão porque sua religião não permite. E o seu perfume me embriagava (era almíscar, eu tinha quase certeza). Almoçamos atum com gergelim em um restaurante no morro da Urca e bebemos chá gelado, apesar de Ahmed frisar que o chá quente seria melhor para a digestão. — Muito lindo aqui — disse ele. — É, muito lindo mesmo — concordei. Tivemos a sorte de ter um dia limpo e ensolarado, o que melhorava ainda mais a perfeição do passeio. m*l conseguia ac

