Olhei para a adega refrigerada, que ainda contava com uma boa meia dúzia de garrafas cheias, e ela me olhou de volta. Afogar o meu desespero em cabernet não fora uma boa solução da primeira vez e certamente não seria agora, mas minha boca salivava só de me lembrar do néctar alcóolico entorpecendo meus sentidos e me fazendo esquecer o inferno em que eu estava vivendo, pelo menos por algumas horas. Andei até a cozinha e abri a adega. Fiquei encarando as garrafas de vinho, imaginando qual deles causava a menor ressaca e se havia diferença entre a ressaca causada por vinho branco ou por vinho tinto. Achei melhor me manter sóbria e voltar ao café. Passei o dia inteiro andando de um lado para o outro, pensando numa forma menos m*l educada de perguntar a Ahmed sobre o dote. Eu precisava do dinhe

