Por Deus! Aquele egípcio só podia estar ficando louco! Como assim ele viria para o Rio de Janeiro no próximo mês? E estava pensando em me encontrar? Não era possível, era uma completa loucura. Um disparate, um absurdo. Ou não. Ou eram simplesmente negócios. Ele me dissera, seu país estava em guerra, então nada mais natural do que fugir de lá. A questão aqui não era eu, não era o casamento em si. Não era uma questão romântico-amorosa. Não se tratava de um caso de amor platônico e sim de uma transação comercial. E era melhor que eu começasse a encarar como tal e parasse de me iludir. “Nossa!” foi só o que eu consegui responder. “Eu não entendo. Professor não saber por que você dizer ‘nossa’.” “É só que eu não sabia que você vinha para o Brasil tão cedo. Fiquei surpresa.” “Egito em guerra

