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2076 Palavras

Acordei com as batidas na porta. Eram pouco mais de sete da noite, havia dormido quase duas horas. Como era fácil pegar no sono quando não se tinha nada a fazer. Nem eu sabia que era possível a um ser humano dormir tanto assim. Bastava eu me deitar por cinco minutos e estava roncando. Quer dizer, nem precisava deitar, era só me recostar nas almofadas do sofá e pronto, caia nos braços de Morfeu. A dúvida agora era outra: como eu conseguira trabalhar tanto, durante tanto tempo, sem tirar uma soneca no meio do expediente? Sei lá! Abri a porta bocejando. — A gente já tá saindo pro mercado, Dona Débora. Desculpe incomodar, mas a senhora pediu pra avisá, então... — o porteiro pareceu um pouco constrangido, acho que por causa da minha cara de sono. — Sim, sim. Muito obrigada, Seu Miguelzinho. D

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