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Amor proibido: A babá perfeita

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Sinopse

Kiara Bellson, uma grande sonhadora em Astoria, no Oregon, decide fazer uma grande mudança em sua vida. Ela se muda para Miami, no sul da Flórida, para fazer faculdade de jornalismo e para poder se sustentar, se candidata a uma vaga de babá. Leon Antonelli é um bilionário italiano poderoso que só vive para o trabalho e para proteger sua filha, Jasmine. Desde que perdeu sua esposa, ele deixou a Itália e foi para os Estados Unidos. Ele não tem tempo para distrações, não aceita falhas e governa sua casa com as mesmas regras rígidas de sua empresa. Nenhuma babá costuma durar uma semana. Até Kiara aparecer e cruzar o caminho da família Antonelli.

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O impacto da realidade - 1
🌲 O impacto da realidade O dia em Astoria amanheceu lento e preguiçoso, com cortinas de neblina pairando sobre as formações montanhosas e os lagos da cidade. O vento frio cortava as árvores e a brisa que batia contra as janelas da casa dos Bellson, fazia as persianas tremerem. Não eram nem oito horas da manhã de uma segunda-feira quando a casa já estava ocupada pelos gritos da senhora Bellson. — Kiara! Maitê! Desçam já! — a voz ecoava ríspida e seca. — Nós já vamos sair para abrir a lanchonete! Kiara Bellson, com seus poucos vividos vinte e oito anos, sentou-se na cama com os cabelos desgrenhados e a cara amassada pela fronha do travesseiro. Seus olhos ainda lutavam para permanecerem abertos, a noite passada havia sido longa, ela trabalhara até as 3h da manhã como garçonete em um barzinho para conseguir juntar um pouco a mais de dinheiro. Sonolenta e cansada, Kiara levantou-se e foi direto para o banheiro onde tratou de tomar um banho morno para despertar. Após, escolheu as vestes casuais e simples de sempre, calça jeans já um pouco mais surrada e uma blusa de mangas três quartos na cor amarela. Ela prendeu seu cabelo em um r**o de cavalo alto, passou apenas um protetor na cara e desceu para tomar seu café da manhã. — Bom dia, mãe. — a voz ecoou ainda um pouco rouca de sono. — Maitê já tomou café? — Bom dia, Kiara, sua irmã acabou de sair com seu pai, foram adiantando a a******a da lanchonete. A família Bellson era dona de uma simples lanchonete no bairro, a lanchonete carregava o nome da avó de Kiara, Angelita, que foi aquela que deu a ideia de abrir um negócio em Astoria. Infelizmente ela não viveu muito depois da inauguração da lanchonete. Apesar de ter um carinho gigante pela lanchonete da família e pela cidade, Kiara queria mais, ela queria uma aventura, queria viajar, conhecer novos lugares, pessoas, culturas, queria um pouco de tudo. Mas a realidade financeira era düra e crüel. — Você já recebeu o email? — Mônica Bellson perguntou enquanto servia um pouco de suco no copo de Kiara. O email. O email que Kiara vinha esperando há semanas. E que até hoje não havia chegado. — Talvez eles não tenham visto a carta de recomendação. — a voz de Kiara saiu triste. — Anime-se, Kiki. — a mãe dela falou tranquila passando a mão nos cabelos amarrados da filha. — Você ainda é uma ótima ajudante na lanchonete e faz sanduíches de atum e cookies recheados como ninguém. Kiara forçou um sorriso para a mãe apenas para não a deixar chateada. Mas dentro de si ela estava com medo e perdendo as esperanças de não receber o email da faculdade no sul da Flórida. Seu grande sonho era Miami: o sol, o calor e a liberdade de desenhar o próprio destino. Ainda assim, ao olhar para o rosto cansado, mas amoroso de Mônica, o peito de Kiara se apertou. Ela amava aquela lanchonete e, acima de tudo, amava sua família. A ideia de deixá-los era agridoce, mas o desejo de voar falava cada vez mais alto. — Vai dar certo, mãe. — Kiara murmurou, dando um gole rápido no suco e pegando sua bolsa. — Vou andando para ajudar o pai e a Maitê. Te vejo lá. Enquanto caminhava pelas ruas úmidas de Astoria e sentia o vento batendo em seu rosto triste, Kiara imaginava as praias em Miami, o sol, a vivacidade e o campus da faculdade. Seu celular vibrou no bolso traseiro da calça, num susto de esperança achando que poderia ser alguma boa notícia, ela pegou o aparelho, mas aos poucos seu sorriso foi perdendo o brilho quando viu que era apenas uma mensagem de sua amiga Lucélia. ”Ei! As aulas já vão começar no próximo mês! estou tão empolgada! Você já teve alguma resposta? Beijinhos, Lulu." "Infelizmente, sigo sem retorno da faculdade, acho que Miami fica para o próximo ano, ou próxima vida. - Kiara" Enquanto isso, a quatro mil quilômetros de Astoria, onde o inverno do condado de Oregon parecia um mito distante, a realidade corria em um ritmo frenético. Em Miami, o sol já brilhava forte contra os arranha-céus espelhados da Brickell Avenue. O calor da manhã subia do asfalto, mas dentro da belíssima McLaren que cruzava a avenida, a temperatura era glacial. No banco do motorista, Leon Antonelli mantinha as mãos firmes no volante, os dedos apertando levemente o volante fazendo os nós de seus dedos ficarem brancos, enquanto aproveitava o trânsito da metrópole para passar os olhos rapidamente pelos dados que piscavam no painel digital e no tablet acoplado ao console central. Com seus bem vividos 31 anos, Leon era a definição viva de rigidez. O terno impecável sob medida e as feições severas contrastavam com a imponência agressiva e fluida da supermáquina que pilotava. Desde a morte de sua esposa, Sophia, há quatro anos, o mundo de Leon havia encolhido drasticamente, tornando-se imune ao caos ou à beleza de fora. Ele havia se tornado um homem frio, blindado contra qualquer sentimento. Agora, as únicas coisas importantes para ele eram a EcoSole, sua gigante internacional de tecnologia sustentável que liderava o mercado, e sua filha de cinco anos, Jasmine. O resto para Leon era apenas um ruído incômodo de fundo. O ronco sutil, mas poderoso da McLaren ecoou pela garagem privativa da empresa antes de Leon estacionar. Antes dele sair do veículo, a tela do celular acendeu, mostrando a foto da sua filha com seus olhos expressivos e um sorrisinho banguela. Aquela garotinha era a única pessoa capaz de suavizar a vida e colocar um sorriso no rosto fechado do CEO. Leon desceu do carro, pegou o elevador e ao sair no seu andar, atraiu olhares inevitáveis no saguão de mármore climatizado. — Senhor Antonelli, a reunião com os investidores internacionais começa em dez minutos. — informou a secretária, se esforçando para caminhar no mesmo ritmo que seu chefe. — Os relatórios de expansão e impacto ambiental já estão na mesa? — a voz de Leon ecoou seca e firme, sem dar margem para falhas. — Sim, senhor. Estão sobre sua mesa a sua espera. — a secretária falou nervosa com a voz trêmula, mas demonstrar hesitação. — Ótimo. Não tolero atrasos e muito menos incompetência. Vamos acabar logo com isso. Leon entrou em sua sala e caminhou na direção de sua mesa para começar a leitura dos relatórios. O dia seria longo. Não haviam se passado sequer trinta minutos quando seu celular tocou, o visor mostrou o nome da senhora Maria Valli, governanta da sua casa e sua assessora. — Pois não, senhora Valli? Fale logo porque estou cheio de trabalho. — a voz dele saiu cortante e seca. — Senhor, Jasmine se recusou a ir para a escola hoje, a senhorita Lavina pediu para lhe informar que a menina fez birra a manhã toda desde que o senhor saiu e não quer fazer nada além de jogar no tablet. — Avise a senhorita Lavina que eu a contratei para cuidar da minha filha nas horas que eu estiver fora, se ela não pode dar conta de uma birra de uma criança de cinco anos, ela não serve para trabalhar na minha casa. Pode colocar no olho da rua e encontre alguém competente para a tarefa. — Mas, senhor, é apenas o primeiro dia da senhorita Lavina. — a voz de Maria soou preocupada. — Isso não é problema meu. Vou desligar e espero não ser incomodado pelo resto do dia, senhora Valli. Leon encerrou a chamada sem esperar uma resposta de Maria. Ele jogou o telefone na mesa e respirou fundo passando a mão no rosto e voltando a se concentrar nos papéis que estavam diante de seus olhos.

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