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2006 Palavras
Capítulo 20 Atibaia narrando Eu vejo Ursula e me aproximo dela. — Porque está me evitando? – falo puxando ela pelo braço e encostando ela contra a parede no beco — Achei que você tinha uma nova preferida. — Uma nova preferida? Faz uma semana que me evita, não me atende – ela me encara — O que foi, sentiu falta? A novata não deu conta? — Do que está falando, estava cheio de problema essa semana para resolver, carga atrás de carga além de estar me incomodando com o filho da p**a do Duda. — O dia que a Persefone saiu da sua casa, ela deixou bem claro que vocês dois estava juntos. — Ela disse isso? – eu questiono — Disse e ainda disse que a p**a que te dava de graça era eu – ela fala me olhando – você realmente acha que vou passar por essa humilhação por causa daquela garota? — Esquece a Persefone – eu falo — Esqueço não, você nunca me assumiu como Fiel,me usa e joga fora – ela fala – não vou admitir te dividir com quela garota. — A gente nunca teve nada sério e você sabe disso. — Então, você não via me ter – ela me empurra – se quiser, vai ser me assumindo como tua fiel na frente do morro inteiro. Ela sai andando e eu coço a cabeça, não acredito que Persefone está me arrumando mais uma dor de cabeça dessa forma. — Encontrei Duda – Confusão fala se aproximando — Onde? — Rodando o morro. — O que aquele filho da p**a queria? – eu pergunto — Te mandou um recado – ele fala — Qual recado? — Ele quer Persefone. — E se eu não entregar a Persefone a ele? — Ele vai se aliar a policia – ele fala – e vai dar todas as informações que ele sabe sobre o seu morro, você sabe a policia está cega querendo te prender por causa da morte do Fabianinho e da esposa. — Manda o recado de volta a ele – eu falo olhando para ele – Persefone fica no meu morro e daqui ela não sai. — Vai comprar briga por causa dela? — Não é por causa dela e sim pela ousadia de Duda vir querer me confrontar, quer se aliar a policia manda se aliar, eu mato ele e toda tropa que vir junto – Confusão me encara – você entendeu? — Sim – ele fala – sim, Atibaia. — Agora vaza e dar o recado para ele! Capítulo 21 Perséfone narrando — Dona Olivia – falo me aproximando dela — Oi – ela fala — A senhora tem doze mil para me emprestar? – ela cospe a água longe — O que? — Eu preciso de doze mil reais. — Porque? – ela pergunta — Preciso pagar uma dívida. — Perséfone – ela fala – que m***a você arrumou? — Preciso pagar muito essa dívida. — Eu não tenho assim, precisava pedir a Castro – ela fala — Não, por favor não – eu afirmo – ele não pode saber que estou te pedindo dinheiro. Eu me viro.7 — Essa dívida sobre o que? — É coisa minha. — Perséfone – ela fala me olhando — Está tudo bem – sorrio para ela – a senhora me ajuda muito, obrigada por tudo. Castro chega no bar e eu saio, ele me encara e eu passo por ele encarando, eu estava super perdida, andei o morro todo de cima para baixo e de baixo para cima procurando qualquer emprego, mas ninguém me contratou, ainda mais depois que rola o boato pelo morro que eu estava tendo algo com Atibaia, o que era mentira, povo fofoqueiro de mais. Eu me sento na quadra e fico ali pensando em alguma forma de ganhar dinheiro, vejo a psicóloga Yasmin se aproximar. — Encontrei você – ela fala sorrindo — Estava me procurando? — Estou meio perdida ainda, bom faz só dois dias que estou por aqui. — Está gostando? — É novo. — Por que está aqui? — Me separei recentemente – ela fala – precisava de um lugar para ficar. Você mora aqui a muito tempo? — Desde que nasci. — Seus pais são daqui? — Não os conheci – eu falo para ela – sei lá, fui abandonada, deixa aqui no morro, criada assim aos quatro ventos. — E você fica onde? — No bar da Olivia, tenho um quartinho lá, me viro como posso. Vendendo brisadeiros, drogas, só que agora estou metida em uma confusão. — O que aconteceu? – ela pergunta — Devo muita grana no morro. — Aquii? — Aqui e em outro, ele veio até me cobrar, ambos. O de fora, se chama Duda queria me levar a força e me fazer sua p**a – ela me olha – mas Atibaia não deixou. — Não? — Ele disse que nenhuma mulher é forçada nada aqui dentro. — Só aqui dentro – ela fala — Não entendi – eu a encaro — Estou dizendo que aqui dentro as leis até que funciona, as leis dele. — É – eu falo – mas tenho divida grande com Atibaia e tenho menos de 20 dias para quitar ela. — Quanto é? — 12mil , sei lá, acho que até mais. — Bastante dinheiro – ela fala — Tenho mil reais, falta só os onze mil. – eu falo para ela – eu sei como arrumar mas tenho medo. — Espero que você consiga – ela fala me encarando – tem que ter um jeito de você conseguir; — Como? Quase impossível – eu falo para ela – ninguém me dar um emprego aqui dentro porque acha que estou me envolvendo com ele. — E você está? — Não , jamais – eu respondo – não posso sair do morro porque Duda está me ameaçando, não sou formada, m*l finalizei a escola, nunca trabalhei de carteira assinada, somente sobrevivi nessa m***a do mundo. — Você disse que vende brisadeiro não é? – ela pergunta — Sim - eu respondo — Porque não vende no baile? – ela pergunta – sobe muitaa gente aqui, não? Esses patricinhas e mauricinhos vão comprar. — Não tenho grana para comprar na boca e eles não vão deixar. — Com uns duzentos reais você compra bastante? — Sim – eu falo — Eu te dou essa grana – ela fala — Eles não me venderiam, esquece. — Me diz onde é, que eu compro para você – ela fala — Porque você faz isso? — Já passei perrengue como você Persefone – ela fala me olhando – vende cada um há 15 reais, no final da noite tu faz uma grana ótima. Capítulo 22 Alicia | Yasmin narrando Eu pego o dinheiro e Persefone me mostra onde é a boca, eu respiro fundo e vou até lá, bato na porta e quando mandam entrar, eu vejo aquele homem cujo nome é Joé, o mesmo que me amarrou e me levou para aquele lugar para me m***r, eu achei que sentia medo de o encarar, que me sentiria m*l, mas não. — Quem é você? – ele pergunta – nunca te vi por aqui. — Yasmin, sou a nova psicóloga da ong. — Realmente ouvi que tinha moradora nova – ele fala – o que você quer aqui? — Quero 200 reais de maconha – falo colocando na mesa — Não sabe nem comprar maconha, para que você quer? — Para dar uma amiga. — Que amiga? – ele pergunta — Perséfone – ele estreita os olhos — Por que está comprando d***a para ela? — Ela me disse que tem uma dívida, ela me ajudou quando cheguei no morro, quero ajudar ela. Ele pega a maconha e me entrega. — Obrigada – eu respondo e quando eu me viro, ele me chama — Espera – ele fala — O que foi? Algo errado? — A gente se conhece? – ele pergunta me encarando, sai de trás da mesa e se aproxima de mim – tenho a sensação que a gente já se viu. Flash black onn Eu estava amarrada e amordaçada, esses monstros me fizeram ver toda a morte do meu marido, as lagrimas descia sobre o meu rosto. — E agora Joé? – um deles pergunta — Vocês já sabem o que fazer, preciso voltar para o morro – ele me encara – uma -pena, ser tão bonita dessa forma e acabar morta por causa do filho da p**a do seu marido. Eu começo a me debater mesmo amordaçada, ele sai e os outros homens começam a rir e começam a comentar sobre minha beleza e o meu corpo, as lagrimas descia sem parar sobre o meu rosto, eu estava sentindo medo e ao mesmo tempo raiva, sempre disse que a Fabio que esse seria o seu destino, mas nunca achei que realmente aconteceria. — Vamos boneca – um fala – vamos brincar. Flash black off — Acredito que não – eu falo olhando para ele – é a primeira vez que te vejo na vida. — Pode ser – ele fala me olhando — Eu preciso ir. Ele não diz mais nada, mas quando saio solto toda a minha respiração, todo mesmo, eu saio me tremendo por inteira e com as pernas bambas. Capítulo 23 Persefone narrando Yasmin tinha me entregado a d***a , eu tentei recusar mas ela não deixou, eu senti que eu tinha uma amiga além de Sara. — Quem comprou? – Sara pergunta – se você está devendo lá na boca e provavelmente Joé não liberaria. — Eu ganhei, preciso terminar os brigadeiros para vender a noite – eu falo. – você me ajuda? — Ajudo – ela responde – quem é? — Yasmin, a psicóloga nova da ong. — Ong da Ursula? – ela pergunta – ela já quer sua cabeça quando ver que essa psicóloga nova está te ajudando, vai querer a cabeça dela. — Não quero problemas para yasmin — Então se afasta, sabe como é a Ursula ela prejudica a todas, o tempo todo! Olivia em deixou usar a cozinha , mas não contei a ela o que realmente iria fazer, com ajuda de Sara eu passo um tempo fazendo os brigadeiros, depois me arrumo para o baile, coloco um short jeans e um cropped , um tenis que Sara me emprestou, faço uma maquiagem e duas tranças embutidas em meu cabelo, lá no baile consegui uma mesinha e na frente fiquei oferecendo os brisadeiros, fiz 100 e estava vendendo a 15,00 cada, faltava uns 40 para vender, quando Ursula e suas amigas param na minha frente. — Está vendendo o que mendiga? – ela pergunta me encarando — Você me chamou do que? — Persefone – Sara fala — Perguntei o que você está vendendo — Brisadeiro quer comprar? – Sara pergunta — Se não quer, vaza. — Quanto é? – Ursula pergunta com um sorriso irônico no rosto. — 15,00 reais – eu falo — Você tem autorização para vender aqui?que eu saiba precisa de autorização. — Quer comprar ou não? – eu pergunto para ela. — Ah,, quero um, deixa eu escolher – ela fala levando a mãos aos brisadeiros, mas quando ela encosta ela derruba tudo no chão – meu Deus, me perdoa, foi m*l. — Você está maluca sua v*******a – eu falo para ela – você derrubou de proposito — Você tem como provar isso? – ela pergunta — Todo mundo viu – ela fala rindo — E você acha que Atibaia vai acreditar em quem, em você ou em mim, sua mendiga, sem família, sem teto – ela fala rindo. Eu olho para ela com raiva e na mesma hora cato ela pelos cabelos, ela tenta se defender e começa a gritar, eu a derrubo e esfrego a cara dela nos brisadeiros. Ela tentava se levantar mas eu a segurava forte, até que escutamos tiros e vapores me segurando, a mesma estava com o rosto sangrando.
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