À sombra do primo, a obediência lhe caia como uma mera virtude, dessas que ninguém inveja, que um elogio. O primo, o único ativo que o separava de chegar ao topo. Enxergava os riscos, antes mesmo que alguém pudesse detecta-los. Nunca havia almejado ir além do que a inteligência o havia permitido alcançar. Não se importava que seu rosto não estampasse campanhas publicitárias, era a espinha dorsal que sustentava o império erguido. E estava perfeitamente satisfeito com isso. Ou era o que pensava até aceitar se envolver no esquema, inversamente ao que acreditava ser correto. Alguém tinha que colher impressões, encontrar fissuras. E ele tinha as ferramentas certas. Truques de magia. A simples arte de ser invisível, lhe dava acesso. Os ouvidos atentos, informações. Uma liminar recé

