Dentre a conversa de escritório, o talher de Joana remexia a salada intocada. A frustração evidente em toda a extensão do rosto. A amiga, Carol, a estudava com uma espécie de curiosidade e impaciência. — Salada de novo? — É. Se o que quer é reconquistar uma pessoa, nada melhor que manter a forma. — E já teve algum progresso? — Progresso com o quê? — Óbvio, né? A "conquista". — sondou. — Nada ainda? — O que você acha? — ela respondeu com frustração. — Ele me trata como se eu fosse uma estranha. — Que ironia! E o Vince? Podia pedir para o irmão dar uma força. — Como se convencer aquele “pulha” do meu irmão, fosse fácil. — Devia pelo menos tentar? — Tentar? Só faltei me ajoelhar aos pés dele no meio da sala. E ele lá, frio, que nem uma pedra de gelo. — Bom, se é assim,

