Os olhos se abrem. A manchete do dia: “Fraude milionária deixa investidores em alerta. Grupo financeiro é investigado”. Ao lado, uma foto cinzenta de um prédio de escritórios. Deitado na cama, forrada com lençóis de seda, cabelos desalinhados, o farsante faz uma analise rápida da notícia, com o interesse de ler o rótulo de um produto em falta no mercado. Os dedos desliza na tela, fechando a notícia e abrindo uma mensagem de texto. A mensagem, um “código” disfarçado. Ele responde com um único emoticon de polegar para cima. Despreocupação em sua versão mais pura. O celular jogado na cama. Os olhos fechados, já planejando a próxima jogada. Uma leve contração na testa denuncia o pensamento doentio. Ele não está apenas relaxando; está calculando. Ao redor tudo pode parecer desmoronar, por den

