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Acorrentada.

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os opostos se atraem
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Sinopse

" Essa é a história de como fiquei acorrentada a um milionário. " Larissa é uma jovem n***a, órfã e bolsista numa universidade de elite que acaba se apaixonando por Ricardo, herdeiro da instituição e de um império milionário. Ricardo a escolheu, mas a abandonou assim que Larissa descobriu a gravidez, escolhendo a herança em vez da filha. Larissa foi embora e decidiu criar sua filha sozinha, mas o destino a fez voltar à vida de Ricardo quando descobriu que sua filha estava com leucemia. Larissa só não sabia que o homem que iria encontrar não era mais o mesmo, agora ele era frio, c***l e muito mais poderoso. Ricardo aceita salvar a própria filha, mas cobra um preço alto, que Larissa fosse dele por seis meses.

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Capítulo 1
Música Tema da História - Rockabye. Narrado por Lorena Martins. Ainda era madrugada, o sol estava começando a aparecer e eu já estava me arrumando pra sair de casa. Ser pobre já é complicado, agora ser pobre e preta? É mais complicado ainda. Meu nome é Larissa Martins, tenho 20 e sou órfã, não sei nada sobre os meus pais, só sei que fui abandonada na porta de um orfanato quando ainda era criança, sei que isso pode parecer clichê mas é a verdade. Fui crescendo e cheguei a ser adotada algumas vezes, mas eu sempre era devolvida, o motivo? Não sei, eu era só uma criança que queria ter uma família, uma mãe pra cuidar de mim, me proteger e me amar, mas infelizmente não pude ter isso. O destino não quis me dar isso. Sempre fui muito tranquila e inocente, talvez algumas vezes inocente até demais, mas sempre quis crescer, não queria me ver sendo pobre o resto da minha vida, então me agarrei a única coisa que ninguém poderia tirar de mim, a educação, sempre estudei muito e almejei fazer uma faculdade que me permitisse ter um bom emprego e me tirar da miséria. Por ser muito estudiosa e tirar notas muito boas durante toda a minha vida, consegui uma bolsa de estudos no curso de administração em uma das melhores universidades do país, talvez a melhor, uma faculdade de elite chamada Universidade Sterling. Minha bolsa de estudos era 100% e cobria todos os custos, mas eu precisava de um emprego pra me sustentar, então consegui um emprego na própria instituição de faxineira, quando não estou em horário de aula, sou uma funcionária comum de serviços gerais. Quando meu celular velho alarmou às 04:30 da manhã eu saí de casa indo para o ponto de ônibus, eu ia com o meu uniforme de trabalho e lá na faculdade eu tomava banho e trocava de roupa antes da aula começar, depois da aula eu vestia meu uniforme de novo e terminava meu trabalho. Conciliar meus estudos e meu trabalho me fazia ter uma rotina muito cansativa pois eu morava num bairro universitário pobre que ficava longe da universidade, mas o que eu podia fazer? Precisava sobreviver, mesmo meus pés doendo e o cansaço tomando conta do meu corpo, minha sobrevivência dependia disso. O sol já tava um pouco mais forte quando eu tava terminando de varrer o corredor da ala administrativa, já eram 06:27 e às aulas começavam às 08:00. Essa hora não tinha ninguém na universidade, ninguém além de nós funcionários, os filhos de papais só chegavam lá pras 07:30 em diante então o único barulho do corredor eram os dos meus passos e da vassoura varrendo no chão. --- Você sempre trabalha tão cedo assim ou é só hoje ? --- Tive um pouco de susto quando escutei essa pergunta, afinal achei que era a única no corredor. Olhei em direção a voz e vi um homem encostado na porta de uma das salas, ele vestia uma calça social junto com uma blusa que eu julgo sem cashmere. Era Ricardo Monteiro Alves ou apenas "Rico" como todos os chamavam, o herdeiro da instituição e também do grupo Starling, um dos mais ricos do país. Seus olhos azuis claros me observavam com uma certa curiosidade e divertimento. Já estava acostumada a receber muitos olhares na universidade, sabia que era odiada, ricos não gostam de pobres frequentando os mesmos lugares que eles, mas o olhar dele era diferente, me deixava com vergonha, me sentia nua sob eles. --- Termino às sete, senhor. --- Respondi com a cabeça baixa. Escutei ele dando uma leve risada, naquele momento eu só queria um buraco pra me enfiar. --- Senhor? Por favor, me chame apenas de Rico. --- Contrariando tudo que eu imaginava e até mesmo a minha vergonha, ele se aproximou ainda mais de mim, o cheiro do seu perfume caro invadia minhas narinas, suas roupas caras e bonitas ficavam ainda mais evidentes aos meus olhos. --- Você é nova aqui, não é? --- Ele indagou. Apertei o cabo da vassoura com a minha mão e o olhei, cara a cara. Eu não era nova ali, na verdade eu trabalhava ali a bastante tempo, mas não o culpo por não saber disso e nem me conhecer. Rico era milionário e extremamente lindo, todas as garotas suspiravam por ele, sempre vivia rodeado das mais lindas delas, porque ele iria me notar? --- Estou aqui há sete meses, senhor. --- Pude o observar ainda mais naquele momento, eu sempre o via pelos corredores, como não o ver? Mas nunca tinha ficado assim, tão perto. Ele ignorou meu tratamento formal e inclinou a cabeça me olhando de cima a baixo. --- Você é muito bonita. Deveria estar estudando numa sala de aulas dessa e não limpando o chão. --- O seu comentário me pegou desprevenida. Ninguém nunca havia me chamado de bonita na vida, além das tias que cuidavam de mim no orfanato. Imagina naquele lugar onde todos me olhavam com a cara de nojo ou como se eu fosse um nada? Senti minhas mãos começarem a suar, minhas bochechas queimarem e eu desviei o olhar notando o contraste do meu corpo todo suado e sujo de pó com o dele impecável. Se eu não fosse n***a, tenho certeza que minhas bochechas estariam tão vermelhas que daria pra ver de longe. --- Eu estudo aqui senhor, faço administração, mas também trabalho como faxineira para conseguir me manter. --- Rico não escondeu sua expressão de surpresa e sua sobrancelha logo se arqueou. --- Uma bolsista então? Interessante. --- Seus olhos novamente me avaliaram de cima a baixo e o olhar dele estava um pouco diferente, não era desprezo ou nojo, mas era algo que eu não sabia interpretar. Só sei que me fez engolir em seco. --- Qual seu nome? --- Ele perguntou parecendo interessado avançando mais um passo, mas eu fiquei tão surpresa com o ato dele que acabei dando dois passos para atrás. --- Larissa. --- Respondi tentando soar firme mas minha voz não passou de um sussurro. --- Larissa... --- Ele repetiu meu nome lentamente, de forma perigosa, como se experimentasse o sabor. --- Acho que vou te ver por aqui mais vezes Larissa. Tenha um bom dia! --- Eu queria responder e desejar um bom dia para ele também, mas a minha voz simplesmente não saiu. Minha mente estava uma bagunça, meus instintos gritavam " perigo! " e para eu me manter afastada, mas algo naqueles olhos me mantinham paralisada. Ele sorriu pra mim, um sorriso perigoso, como se soubesse exatamente o efeito que havia causado sobre mim e então passou por mim indo em direção ao elevador. Quando a porta do elevador finalmente se fechou eu pude respirar novamente, como se eu tivesse esquecido como fazer. Meu corpo tremia por inteiro e algo dentro de mim dizia que aquela não seria a última vez que nossos caminhos iriam se cruzar.

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