Quando cheguei, o portão estava escancarado e a porta da casa aberta. Assim que entro já vejo a minha bravinha que estava encostada no canto do sofá, com uma expressão de desespero, enquanto um homem de costas para a rua segurava uma arma na mão, falando ao telefone como se nada estivesse acontecendo. O coração batia acelerado no meu peito. — Não posso deixar isso continuar, pensei. Pedi para ela fazer silêncio com um gesto rápido e, num movimento ágil, avancei em direção ao homem. Com força dei uma coronhada na cabeça dele. O impacto foi brutal, ele caiu desmaiado no chão, a arma escorregou de sua de sua mão. Mas a minha Loira ainda estava paralisada, em choque. Assim que ela recuperou um pouco do controle, correu para os meus braços, chorando. Eu a abracei o mais forte que pude, senti

