Assim que chego na sala me deparo com um cara cheio de tatuagens. Ele me analisa dos pés à cabeça, e uma onda de nervosismo percorre meu corpo. Penso: — Pronto, a cobrança chegou bem antes do que eu imaginava. — Cadê o vagabundo do teu pai? — Ele grita, sua voz carregada de raiva. Em um movimento rápido, aponta uma arma para minha cabeça. Sinto um frio na minha barriga a adrenalina toma conta de mim. O mundo ao meu redor parece desaparecer. — Meu Deus quem vai me ajudar? Respiro fundo e digo: — Por favor, moço! — Imploro, tentando manter a calma mas estou em pânico. — Baixa isso! Eu não sei onde ele está! Faz três dias que ele não vem em casa! A verdade é que estou tão desesperada quanto ele. Meu pai agora deixou um rastro de problemas que eu não pedi para carregar. Tento me lembrar de

