Capítulo 12 — Isidóro

801 Palavras

Nunca fui muito de prosa com mulher atrevida, dessas que falam o que querem sem pedir licença. Mas confesso que aquela me tirou do prumo. Quando ajudei a moça a descer do cavalo — segurando firme na cintura dela, como se aquilo fosse necessário mesmo, sendo que era só desculpa minha pra sentir o corpo macio — vi de perto. Até então, eu só tava reparando nos olhos dos meus irmãos, aqueles dois pareciam dois bichos na seca, quase babando nela. O mais novo, Teófilo, aquele tem o olhar safado desde menino, desde pequeno eu sabia que ia dar trabalho. Já o Bento, coitado, tava mais vermelho que brasa de fogueira apagando. O c***a não sabia onde pôr as mãos, coçava a nuca, baixava os olhos, e quando criava coragem de olhar, ficava torto, esquisito. Mas ela… ah, ela olhava de volta. Sem medo, s

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