A hora que olhei pra cara do mais velho, percebi que ele não piscava. Nem disfarçava. Tava ali me comendo com os olhos sem nem fazer cerimônia. — E você? — perguntei, levantando uma sobrancelha, provocando mesmo. Gosto quando homem fica sem saber o que fazer. Ele respirou fundo, como se tivesse segurando o próprio desejo no peito. — Isidóro. — falou, grosso. Voz de comando. — Filho mais velho de João Batista Ferreira, dono desse pedaço de terra onde você tá pisando agora. Ele falava como quem era dono até do meu corpo, e aquilo, confesso, me deu um friozinho gostoso na barriga. — Bonito nome, seu Isidóro. Mas não precisa ficar tenso, não. — dei um passo pra frente e, de propósito, deixei a camisa dele subir um pouquinho na coxa. Eu sabia o que tava fazendo. Os três me olhavam como se

