Acordei com a boca seca, a cabeça latejando e um frio na espinha que não era só por estar pelada. Pisquei devagar, tentando entender onde eu estava. O teto era metálico, as paredes lisas, com luz azul embutida... Um ambiente limpo, silencioso, asséptico. Sem janelas, sem barulho de galinha, sem cheiro de bosta de vaca. Ou seja: definitivamente não era a fazenda. Me dei conta de que estava deitada numa espécie de cama — meio hospital, meio cabine de nave espacial. Só sei que eu tava pelada, pra variar. A única coisa familiar era minha nudez, essa maldita nudez que virou meu “uniforme oficial” desde que entrei naquela máquina esquisita. Foi aí que a memória bateu com força: Isidóro, Bento, Teófilo... Meus três brutos. Meus maridos. Minhas tentações. E agora? Onde eles estavam? Será que e

