Isidóro me levou no colo, daquele jeitinho que só ele sabe. Nua, como o inventor mandou, mas nos braços dele me sentia protegida, como se meu corpo pertencesse a um lugar seguro. Não era vergonha o que eu sentia… era receio de ser pega, de ser arrancada daquele mundo estranho e quente onde três homens me amavam como se fossem feitos pra isso. — Podemos entrar pela porta lateral. — sussurrei com a cabeça encostada no peito dele. Ele assentiu e deu um jeito de me levar por ali mesmo. Subimos as escadas devagar, pé ante pé, e ninguém notou nossa chegada. Quando vi, já estava no quarto dele, deitada na cama, sem lençol sem nada, completamente nua. — Agora ocê fica quieta aí. Vamô dá um jeito da tia Juliana ir embora com o primo João. — ele disse e me deu um beijo… não era só beijo, era um “

