Me chamo Teófilo, tenho vinte anos recém-completado. Sou o mais novo dos irmãos, mas não fico atrás na lida. Acordo cedo, monto meu cavalo, cuido do gado, ajudo na plantação e quando sobra tempo me sento no terreiro pra respirar o cheiro da terra. Gosto de sol no rosto, café passado na hora e carne assada no espeto. Mas se tem uma coisa que eu quero mais que tudo nesse mundo... é uma mulher pra chamar de minha.
Não falo de corpo só, falo de companhia. De deitar junto de noite, sentir o cheiro do cabelo dela no travesseiro e acordar com os braços cheios de amor. Meus irmãos falam disso com desejo, sonham com casamento e cama quente. Eu também. Mas ao contrário deles, eu já conheci o gosto da fruta madura.
Foi há pouco mais de um ano, quando mãe e os meninos ficaram de cama. A coisa tava feia, febre e fraqueza tomaram conta da casa. Nossa mãe pedia por ajuda, e carta ia demorar demais pra chegar na tia Juliana, que morava no litoral. Montei na carroça com dois dos nossos cavalos mais firmes e parti estrada abaixo.
Foram horas e mais horas de viagem, poeira no rosto e dor nos rins, mas cheguei. Só que a tia não tava. Tinha ido visitar uma prima noutra freguesia. Quem me recebeu foi o João, meu primo de riso fácil e histórias indecentes.
— Vou te levar pra se divertir enquanto a mainha não volta — ele disse, com aquele jeito safado dele.
Não entendi bem o que queria dizer até que viramos numa rua estranha, meio apagada, sem gente direita. As moças lá usavam roupas apertadas, maquiagem no rosto e erguiam o vestido sem vergonha nenhuma. Mostravam as pernas, sorriam pros homens como se quisessem ser levadas dali. Meu coração disparou, minha virilha esquentou. Era como se eu tivesse tropeçado no paraíso... ou no inferno.
João parou diante da mais bela. Pele dourada, cabelo escorrido como seda, boca vermelha de batom. Ele cochichou algo com ela e, em seguida, a mulher me olhou como se me conhecesse de outras vidas. Sorriu. Me pegou pela mão e me levou pra dentro de uma portinha escondida. Entramos nós três num quartinho pequeno, com cama afundada e sofá velho.
O cheiro era doce e estranho, mas não desagradável. Era cheiro de pele, suor e alguma coisa mais que eu não sabia dizer.
— Vai lá, primo. Trate ela como moça de família — João disse se jogando na poltrona.
Me aproximei, sem saber se era certo ou errado. Peguei na mão dela e beijei como fazia com as meninas da roça. Educado, respeitoso. Mas essa mulher não era menina qualquer. Era um furacão disfarçado de flor.
— Agora beija ela, primo — insistiu João, rindo de canto.
Antes que eu decidisse, ela tomou as rédeas. Me puxou com firmeza e colou a boca na minha. A língua dela dançava dentro da minha, mordia, lambia, fazia do beijo uma coisa viva. Eu congelei, sem saber onde pôr as mãos, e o bicho dentro da minha calça pulsava feito coração descompassado. Meti as mãos no bolso pra disfarçar, mas era tarde demais. Ela sabia.
— Toca nela, primo! — João falou, divertido.
Obedeci. Com dedos trêmulos, alcancei a cintura dela e deslizei devagar, sentindo a pele quente, viva. Ela parou o beijo, olhou no fundo dos meus olhos e perguntou:
— Você nunca beijou, né?
Balancei a cabeça, envergonhado.
— Tem que fazer como eu. Repete meus movimentos — ela disse e me beijou de novo.
Dessa vez eu segui o compasso. Imitei os gestos, senti o corpo dela colado no meu e, de repente, eu gemia baixinho, no meio do beijo, sem nem perceber.
Era prazer demais pra uma só alma.
Ah, mas essa danada me empurrou com um riso maroto, daqueles que faz o sangue ferver nas veia. Caí de cu no meio da cama, atordoado, sem saber se era sonho ou se tava acordado.
E então... ai, meu Deus do céu... ela foi tirando o vestido, devagarinho, como quem desembrulha um presente de Natal. E quando aquele pano caiu no chão, fiquei com a boca seca, os olhos arregalados feito um bugio assustado. Nunca tinha visto coisa tão linda, tão redonda, tão viva. Era como se uma virgem tivesse descido do altar da igreja só pra mim, mas sem as roupas e cheia de pecado.
Os peito dela eram dois morro de açúcar, durinho e doce, e a cintura fina fazia a curva do rio quando desemboca na lagoa. A carne cor de jambo, macia, brilhando no chiar da lamparina. Me deu uma tonteira, um calor no baixo ventre que parecia que ia rasgar a roupa.
Ela veio pra cima de mim, cheirando a flor de laranjeira e suor quente. Eu tremia feito vara verde, as mão suando, o coração batendo que nem sino de aldeia em dia de festa. Quando ela encostou em mim, foi como levar um choque de cerca. A pele dela queimava, e eu, pobre caboclo inexperiente, não sabia pra onde olhar, pra onde botar as mão.
— Tira a roupa e deita de costas, lindo — ordenou, com a voz grossa de quem manda e o olho brilhando de maldade.
Eu olhei pro meu primo que assentiu e obedeci, deitado na cama, as mão suando, o corpo todo arrepiado. Ela montou em cima de mim, devagar, sentando na minha barriga primeiro, só pra me deixar doido. Os peito dela balançavam na minha cara, e eu, bobo, me atrevi a chupar um pouco — ela gemeu baixinho e riu.
— Gosta disso, môço? — Ela perguntou manhosa.
Antes que eu respondesse, ela escorregou pra baixo, pegou no meu p*u — que já tava latejando todo babado de pré g**o — e botou na boca.
— Ai, meu Deus! — soltei.
Nunca tinha sentido nada daquilo — quente, molhado, a língua dela rodando em volta. Eu gritei, quase me sentei de susto, mas ela segurou meus quadris e não deixou.
— Fica quieto, curió... deixa eu te ensinar...
Quando ela achou que eu já tava quase no fim, parou, cuspiu na mão esfregou na b****a peluda e subiu de novo. Dessa vez, encaixou em cima de mim, devagar, rebolando enquanto afundava meu p*u pra dentro.
— c*****o! — Soltei.
Era quente por dentro, apertado, e cada vez que ela descia, eu via estrela.
— Segura na minha cintura, lindo... assim...
Eu agarrei ela com força, os dedo afundando na carne macia, e ela cavalgou mais rápido, os peito pulando, o cabelo solto voando. O quarto tava cheio do barulho da cama rangendo, da nossa respiração ofegante, do gemido dela no meu ouvido.
— Vai... goza dentro...
E eu fui. Num repente, tudo ficou branco, o corpo todo estremeceu, e eu jurei que tava morrendo — mas era bom demais pra ser morte.
Ela desceu, deitou do meu lado e acendeu um cigarro, sorrindo.
— Agora você é homem, môço.
E eu, lá, mole que nem angu, só consegui concordar.
— Gostou, lindo?
Gostei?
Meu corpo inteiro tava em brasa, o coração batendo que nem asa de beija-flor. Só consegui sorrir, b***a, e pensar:
"Caramba... agora eu sei o que é viver."
Mas não acabou aí...
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