Capítulo 3

1180 Palavras
Eva Na manhã seguinte eu estava entrando atrasada no colégio, que droga, eu tinha perdido completamente a hora. Eu estava virando o corredor o mais rápido que podia antes que a diretora aparecesse como se tivesse brotando da terra para me dar uma advertência, quando de repente bati em algo duro e me desequilibrei totalmente indo ao chão. Quando dei por mim eu estava olhando para um dos homens mais bonitos que eu já tinha visto até agora. Ele estava ajoelhado sobre mim com um par de olhos azuis preocupados me olhando. — Você está bem? — Ele pergunta. — Você me derrubou!— Eu afirmo olhando diretamente nos seus olhos. — Não, você bateu em mim enquanto andava praticamente correndo pelo corredor certamente porque está atrasada. — Ele afirma com uma sobrancelha levantada. Droga, ele tinha razão, mas claro que eu não iria confirmar. — Bem, vai ficar parado aí? Me ajude a levantar. Eu digo com o nariz empinado para ele e isso parece surpreendê-lo, mas foi só por um instante, em seguida seus olhos escurecem para mim e ele então pega a minha mão e no mesmo instante sinto uma leve eletricidade subindo pelo meu braço. Ele parece ter sentido também porque por um instante um olhar confuso aparece no seu rosto, mas assim que estou de pé ele me solta. — Obrigado. — Eu digo passando as mãos pela roupa para tirar qualquer poeira que tenha vindo do chão. — Por nada, apenas ande com mais cuidado. — Não posso prometer isso. — Digo já dando um sorriso de canto e indo em direção a minha sala. Quando entro já me coloco ao lado da Paula e do Bernardo. — O quê? Não acredito que corri tanto para termos mais dois tempos vagos sem aula de matemática. — Não, parece que a escola já trouxe um novo professor. E as garotas da outra sala que já viram ele disseram que ele é lindo. Estão todas alvoroçadas querendo chamar a atenção do cara. — Ele não pode ser tudo isso. — Digo pensando no cara que eu vi no corredor. Aquele sim era um cara delicioso. Mas antes que a Paula pudesse responder a diretora Geórgia entra e logo em seguida o gostoso do corredor entra atrás dela. Oh não, não me diga que ele era o novo professor? Eu tinha pensando que ele era irmão de algum aluno. — Bom dia turma! Esse aqui é o novo professor de matemática Raphael. Por favor, deem as boas-vindas a ele e deixem ele atualizado onde vocês pararam na matéria do professor anterior. — Dizendo isso ela se retira e o Raphael coloca suas coisas na mesa e olha para a sala. Noto que as garotas estão babando olhando para ele e vejo o momento exato em que seus olhos caem em mim e o reconhecimento aparece no seu rosto. — Bom turma, eu trabalho da seguinte forma. Eu vou dar a matéria para vocês e nesse momento vocês terão oportunidade de tirar todas as dúvidas. Eu costumo dar um teste a cada semana e uma prova no fim do mês. — Os alunos começam a murmurar. Um teste toda a semana e ainda tem mais prova no fim do mês? Esse cara está louco? — Eu sei que parece demais, mas isso é para fazer vocês se esforçarem para acompanhar o aprendizado. Assim vocês se mantém sempre estudando. Sem mais delongas, irei fazer a chamada, peço que façam silêncio. — Adam, Amanda, Bernado, Carlos, Caroline, Danilo... Cada nome que ele chama eu o vejo levantar o rosto para tentar memorizar a quem ele pertence… — Eva? — Ele chega no meu nome e olha a turma. — Aqui. — Ele olha para mim e então assente, anota na folha e volta a fazer a chamada. Quando ele termina ele abre um livro e vai em direção ao quadro e começa a anotar no quadro a matéria, olho em volta vejo um monte de garotas cochichando ainda elogios sobre o novo professor. Não posso culpá-las, mas me deixa irritada o quanto essas garotas são afetadas. Claro, ele é lindo sim, mesmo assim de costas dava para ver a curva da sua b***a perfeitamente mordível. Ele tinha uma barba por fazer acompanhando seu queixo quadrado, cabelos castanhos escuros perfeitamente penteados, mas tinha duas mechas teimosas caindo na sua testa, sem falar naqueles olhos sérios e tão azuis dele. Olhando para o braço que ele escrevia agora no quadro, notei uma tatuagem no seu antebraço que parecia continuar subindo por onde a camisa dobrada na altura de onde o cotovelo cobria. Ele parecia ter entre vinte e cinco e trinta anos, mas era difícil dizer com certeza. — Senhorita Eva Knnox? — Voltei a mim quando ouvi alguns risos e olhei de onde vinham. Claro, só podia ser a Olívia, aquela vaca e sua amiga Helen. Eu não a suportava, mas não entendi o motivo do riso, mas sei que era sobre mim já que ambas estavam me olhando. E nesse momento Bernardo olha para mim e faz sinal com a cabeça em direção ao professor. E quando olho, ele está me olhando. Sinto que ele me perguntou algo, mas pelos Deuses que eu não faço ideia do que seja. Ele parece notar que não faço ideia do que está acontecendo e repete a pergunta. — Eu perguntei por que você não está copiando a matéria Eva. — Ah sim a matéria, eu não poderia dizer que era porque estava olhando sua b***a não é? — Eu me distraí, já ia começar. — Digo a ele. — Mantenha sua mente aqui na aula e no futuro evite se distrair por tanto tempo. — m*l ele sabia que minha mente estava aqui, mas não na aula. — Farei o meu melhor professor. — E assim ele continuou a aula e nós continuamos a copiar e prestar atenção no que ele estava ensinando mais depois de quase duas horas, ninguém aguentava mais. Nossas mãos estavam doendo de tanto que ele nos fez anotar. Quando o sinal bateu, ele se despediu juntando suas coisas e saiu reafirmando que dali a cinco dias aplicaria o primeiro teste... que merda. Quando já estávamos no intervalo, Elizabeth que estava na minha frente começou a reclamar do professor novo. — Dá para acreditar? Tão bonito e pelo visto vai tornar nosso último ano um inferno. — E logo da matéria que mais odeio. — Eu não suportava matemática, no máximo ficava apenas na média para passar. — Isso só pode ser falta de sexo. — Bernardo diz e todos rimos, em seguida Paula faz um sinal para olhar para trás e quando faço o professor Raphael estava passando. Rapidamente ficamos todos quietos até que ele suma pela porta do refeitório. — E agora, será que ele ouviu? — Pergunto. — Se ouviu não podemos fazer nada. Já foi dito e não pode ser retirado. — Bernado fala sem nem se preocupar. Depois disso ainda tivemos aula de francês e de História antes de poder finalmente ir para casa.
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