Raphael
— Isso só pode ser falta de sexo. Disse aquele garoto e todos riram. Tenho certeza que estavam falando se mim. Aquele grupo estava na minha mira. E aquela garota que esbarrei no corredor estava junto deles. Em pensar que a primeira vista, nesse primeiro momento que olhei para ver se ela tinha machucado algo, ela mais parecia um anjo de tão linda. Aqueles olhos tão marcantes e aquela boca que mais parecia uma fruta madura, nem vou falar sobre aquele corpo que ela tinha. s***s fartos, cintura fina, sem falar naquelas coxas grossas a mostra. Aquela saia dela não estava muito curta para os padrões da escola? Deveria ser pecado uma garota da idade dela ter tantos atributos assim. Parecia mesmo um anjo, pelo menos até ela levantar aquele nariz arrebitado para mim e me mandar ajudar ela, alguém tinha que ensinar um pouco de educação para essa menina.
No final do dia eu estava chegando no apartamento da Lídia. Minha entrada foi imediatamente liberada e poucos minutos depois eu estava batendo na porta e ela abriu em seguida.
Ela me abraça e me beija, um leve encostar de lábios e quando ela se afasta para me dar passagem eu vejo porque, Eduardo está sentado no sofá assistindo desenhos.
Ela me puxa para o sofá e quando passo brinco com os cabelos do menino.
— E aí garotão?
— Tio Raphael! Viu meus carrinhos novos? Minha mãe comprou hoje. — Ele diz e corre para me mostrar.
— Sabia que esse vermelho é o mais veloz de todos esses? - era uma miniatura de um porshe.
— Esse é o meu preferido também. - Ele diz e logo se distrai com os carros novamente.
— Ele teve que ficar aqui pois o Carlos tinha uma viagem de negócios hoje cedo.
— Carlos era o pai do Eduardo, ex marido de Lídia.
— Entendo. Ele parece bem.
— Ele está muito feliz com os novos brinquedos para se importar. Eu queria que hoje pudéssemos estar mais a vontade. Mas infelizmente com o Edu aqui, não vai dar. Se importa se hoje só virmos um bom filme?
— Claro que não, fique tranquila.—Eu admirava o jeito que ela cuidava do filho, eu gostava muito de crianças e tinha vontade de ter os meus no tempo certo.
Eu tinha conhecido a Lídia na última escola que trabalhei antes de aceitar o emprego na faculdade. Ela trabalhava como psicóloga lá e um certo dia precisei acompanhar uma aluna até a sala dela e foi assim que nos conhecemos. Começamos a nos falar com mais frequência depois disso até que eu a convidei para sair e faz três meses isso. Eu não me importava com o fato de ela ser mais velha. Ela nem sequer aparentava ter alguns anos a mais que eu. Era uma mulher bonita, elegante, com as curvas bem proporcionais.
— Eu pedi uma pizza para a gente, num instante deve estar chegando.
— Tudo bem. Aqui, que tal vermos esse filme aqui, Chernobyl? - eu gostava de filmes históricos e de guerra.
— Claro, pode colocar. - ela deitou a cabeça no meu ombro e assim o filme começou a passar.
Quando já estava perto do fim, a campainha toca e era a pizza que tinha chegado. Fui até a porta receber e a Lídia foi colocar o Edu no quarto, já que ele tinha dormido segurando um de seus carrinhos brincando em cima do tapete.
Quando ela voltou eu já tinha pego os pratos, copos e talheres. Comemos e terminamos os minutos finais do filme. Quando estava subindo os créditos Lídia começa a me beijar e então aprofundei o beijo, subi minhas mãos que estavam em sua cintura para tocar seus s***s por baixo da blusa e ela já fez menção de tirar. Assim que sua blusa estava no chão, comecei a massagear seus s***s enquanto ela voltava a me beijar. Seus s***s eram pequenos e já estavam arrepiados. Suas mãos desceram para desafivelar meu cinto e desabotoar minha calça quando ouvimos um choro. E paramos no mesmo instante. Seus olhos me olham num pedido de desculpas.
— Desculpe, eu vou lá ver ele. — Lídia diz recolhendo sua blusa e vestindo ela novamente.
— Tudo bem. Não há problema. — Eu vejo ela saindo e começo a fechar minha calça e prender meu cinto novamente. Em seguida recolho os pratos e levo para a cozinha. Como ela estava demorando decido ir até o quarto do Eduardo para avisá-la que eu já estava indo. Quando cheguei na porta ela estava acariciando sua cabeça e ele tinha os olhos fechados. Eu fiz um sinal de que estava indo e vi seus olhos me olharem decepcionados. Ela vem até mim e me pega pela mão até estarmos longe do quarto para não voltar a acordá-lo.
— Você já vai? Por que não dorme aqui?
— Não posso, minhas coisas de trabalho estão todas no meu apartamento e isso só complicaria para mim de manhã. — Digo a ela.
— Tudo bem então, obrigado por vir amor, queria tanto ter podido aproveitar mais nosso tempo juntos. — Ela diz, não digo nada. Já na porta nos beijamos e por mim me afasto.
— Amanhã eu te ligo está bem? — Ela assente e me beija novamente, um leve roçar de lábios e então eu vou em direção ao carro. E enquanto eu dirigia de volta para casa me lembrei do que escutei daquele aluno Bernardo. Só podia ser praga daquele garoto. Se bem que eu nem poderia dizer que estava com t***o ainda. Antes mesmo de eu chegar no carro meu p*u já havia amolecido. Acho que o que eu tinha com a Lídia não podia se classificar como uma paixão avassaladora depois de tudo. Assim que chego em casa, preparo as folhas com a tarefa e os testes que eu irei distribuir amanhã, gosto de deixar sempre tudo organizado. Quando termino, escova os dentes e vou me deitar. Amanhã eu ia gostar muito de colocar aqueles alunos para pensar. Eu amava minha profissão e esse sempre foi meu intuito, formar pessoas, fazê-las pensar fora da caixa para conseguirem entrar em boas faculdades e gosto de pensar que tenho feito exatamente isso.