Pré-visualização gratuita CAPÍTULO 01
STELLA FULCHERI
Meses antes...
Era uma tarde de sol com um calor escaldante estava prestes a sair de casa ao invés de ir para o clube dá um mergulho na piscina com minhas amigas me refrescando com uma deliciosa água de côco . Oh! Preguiça! Disse no momento em que levantei espreguiçando, não havia outro jeito, tinha mesmo que ir à rua pagar aqueles malditos boletos bancários. Meu pai, um verdadeiro general, resolveu que o melhor jeito de me aplicar um castigo por desacatar um de seus mais antigos funcionários e fiel escudeiro, era cortar minha mesada e me fazer trabalhar, que ódio! Coloquei um macacão, finalmente saindo de casa. Já quase chegando ao centro da cidade passando próximo a auto escola, não resisti pedir para cosme parar, sem pensar entrei, estava prestes a fazer dezoito anos quase dona de meu nariz, porque não realizar meu sonho, fazer aulas de trânsito, (Ou seja... tirar minha habilitação). A merda era... Eu tinha condições financeiras para seguir, mas meus cartões estavam todos confiscados. Aquela já era a terceira vez que passava lá, contando cada segundo para finalmente ser maior de idade. Dessa vez resolvi bagunçar geral com a paciência do velho, sei que ele vai ficar furioso comigo. Foi mais forte que eu, não quero mexer com depósitos bancário nenhum! Já pensei em tudo, além de pagar minha habilitação vou me presentear com uma biz, não quero andar com essa droga de motorista servindo de babá.
Ao perceber o tamanho da loucura, já não tinha como retroceder! Sair dali com os nervos à flor da pele, sabia que Papai ia arrancar meu couro, cheguei até uma saiteria no centro da cidade e me sentei para raciocinar melhor enquanto me deliciava com uma taça de açaí. Pensei; _ meu Deus e agora? Gastei todo o dinheiro que o velho colocou em minhas mãos, tenho que arquitetar um plano. Fiquei um tempo ali pensando, logo depois decidir ir embora, dane-se, já era, o’que tiver de ser será! De onde saiu essa quantia, tem muito mais, essa miséria nem fará cócegas no relatório final! E o plano inicial era bagunçar com a paciência do meu pai então vou fazer com categoria, dispensei Cosme e disse que ia pilotando a biz, deixando o pobre motorista de papai em Pânico. Está decidido, vou entrar pelo o portão principal, assim já vou causar logo a discórdia de uma vez. Pensei enquanto dispensava o Cosme sem dá chances para ele retrucar minha decisão. Detalhe’ apesar de ter sido irresponsável, não dava pra esconder a satisfação em ver a cara do Coroa, quando me visse entrando no portão principal pilotando a biz, estava tão ansiosa para ver a reação dele que não consegui me segurar, fiz tudo pra ele ver, mas infelizmente não viu! Também estava se lixando pra mim, desde criança só me enxergava quando aprontava algo, hoje nem aprontando me nota. A empresa sempre foi mais importante que eu, quando criança ele substituia seu carinho com inúmeras coisas, como presentes da forma que eu quisesse, exceto sua presença. Após adulta o’que ele queria era me transformar em uma pessoa que eu não sou, definitivamente não vou ser como ele! Então resolveu me castigar, ele disse que de um jeito ou outro já que eu recusava seguir seus passos então ia me ver trabalhando como um de seus subalternos. Ele adora mostrar sua autoridade, queria que eu vivesse com a cara enfiada nos livros, papai não entendia que a essência da vida muitas vezes está na maneira como vivemos, principalmente com alegria e empolgação, não importa a idade. Se existem muitas pessoas que se entregam para grandes aventuras e levam a vida com um olhar de criança, cheio de entusiasmo, uma dessas pessoas sou eu! Não vou ser como ele, não me vejo deixando a vida passar em branco só vivendo a caça ao tesouro! Aprendi com ele mesmo que a vida é curta e passa rápido demais para ser desperdiçada colecionando ouro na terra.