O vento soprava com força naquela noite, trazendo consigo o aroma do oceano e lembranças do que Íris havia deixado para trás. Apesar de estar na segurança relativa da vila de pescadores, o coração dela não parava de bater acelerado, como se cada pulsação fosse um alerta silencioso de que algo estava prestes a acontecer. Noah dormia tranquilamente ao seu lado, ainda exausto após um longo dia, mas Íris sentia a presença do perigo pairando, quase tangível. O instinto que herdara do oceano estava em alerta máximo, cada fibra de seu corpo reagindo às nuances do ambiente: passos na areia, o farfalhar distante de folhas, o sussurro do vento passando entre as casas. Ela respirou fundo, tentando acalmar o coração, mas sabia que aquela sensação não era paranoia. O Conselho não era um inimigo fácil

