O amanhecer trazia uma luz tênue sobre a vila de pescadores, mas a sensação de calma era apenas superficial. Íris sentia o ambiente carregado, cada detalhe amplificado pelos sentidos que herdara do oceano. O som distante de ondas quebrando na praia parecia normal, mas os passos quase inaudíveis sobre a areia fina chamaram sua atenção imediatamente. Ela se virou para Noah, olhos atentos, um brilho de alerta percorrendo seu olhar. — Noah… — sussurrou, segurando levemente seu braço — alguém está nos observando. Ele franziu a testa, ainda recobrando o sono, mas percebeu a intensidade na expressão dela. — Observando? Onde? — perguntou, tentando manter a calma, mas sentindo a tensão subir. Íris apontou para uma rua lateral da vila, onde uma sombra se movia de maneira suspeita, mantendo distân

