Capítulo 58

1111 Palavras

O silêncio da caverna parecia pesado, quase sufocante, interrompido apenas pelo som distante da água caindo e pelo eco suave dos passos de Elias e Íris sobre o chão úmido. Cada respiração de Íris estava acelerada; cada batida de seu coração parecia ressoar nas paredes da caverna. Ela segurava firme a lanterna, os olhos arregalados, os sentidos em alerta, porque algo nela dizia que aquele lugar guardava respostas, mas também armadilhas. E então, do canto mais escuro, a figura misteriosa surgiu com uma calma quase sobrenatural, caminhando pelo chão irregular como se conhecesse cada pedra, cada sombra. Íris se congelou, a luz da lanterna tremendo levemente em suas mãos. O homem parado diante dela não era como Elias. Havia algo no olhar dele — intenso, perspicaz, quase investigativo — que a f

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