O interior da caverna recebia Íris e Elias com um silêncio pesado, quase palpável, como se o próprio ar estivesse carregado com a memória de séculos. O cheiro úmido da pedra misturava-se com o sal do mar que ainda permanecia na pele e nos cabelos dela, criando uma sensação estranha de familiaridade e estranheza ao mesmo tempo. Cada passo sobre o chão irregular ecoava nas paredes, fazendo com que pequenas gotas de água caíssem das estalactites, produzindo sons que pareciam mensagens de outro tempo, sussurrando segredos antigos que ninguém havia ouvido em décadas. Íris apertava a mão de Elias por um instante, buscando segurança, mas também encontrando nela a coragem que precisava para avançar, passo a passo, mais fundo na escuridão que guardava respostas há muito esquecidas. Ela sentiu o pe

