O barco cortava o mar calmo da manhã com uma precisão quase silenciosa. O vento soprava firme, mas suave, espalhando o cheiro salgado do oceano e levantando pequenas ondas que batiam suavemente contra o casco. Íris estava sentada na proa, com os olhos fixos na linha distante do horizonte, tentando absorver cada detalhe da vastidão azul que se estendia diante dela. Cada respiração parecia pesar mais que a anterior, como se o ar estivesse carregado com o peso das verdades recém-descobertas. A revelação de Elias sobre sua mãe biológica não tinha apenas abalado sua confiança no mundo que conhecia, mas havia despertado uma necessidade quase desesperada de respostas. Ela precisava entender quem era realmente, de onde vinha, e o que exatamente havia acontecido naquela noite trágica que moldara su

